PM de Minas faz operação para combater o uso de cerol e linha chilena nas férias

Segundo a corporação, nesse período aumenta o número de pessoas soltando pipas e consequentemente, o número de acidentes

Por Vívia Lima

Linha de Pipa

Com a chegada do período de férias escolares, a Polícia Militar de Minas Gerais deflagrou a Operação Linha Segura. A iniciativa, que mistura ações preventivas e repressivas para combater o uso e a comercialização de cerol, linhas chilenas e outros materiais cortantes utilizados em pipas e papagaios.

A operação se estende até o dia 31 de julho em todo o estado, período que historicamente cresce o número de crianças e jovens soltando pipas e, consequentemente o risco de acidentes. O principal objetivo da manobra é garantir o cumprimento da Lei Estadual nº 23.515/2019. 

Fiscalização rigorosa e abordagens educativas

A operação não fica restrita aos centros urbanos. De acordo com o porta-voz da PMMG, capitão Rafael Veríssimo, as ações serão coordenadas pelo policiamento ostensivo geral e pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE). “A operação será realizada em todo o estado em áreas urbanas, rurais, inclusive em locais de preservação ambiental, e nas rodovias estaduais e federais delegadas”, explicou o capitão.

O planejamento da corporação prevê duas frentes de trabalho: educativa e repressiva. A educativa tem abordagens em espaços públicos e em escolas para conscientizar os alunos.  Já a repressiva, acontece cm fiscalização em estabelecimentos comerciais suspeitos de vender materiais clandestinos, em especial na linha chilena, conhecida por ter um poder de corte superior ao cerol tradicional.

Apoio da população

Soltar pipa com linha cortante em locais públicos (como ruas, praças e parques) pode configurar o crime. Cidadãos que flagrarem o uso ou a venda de linhas cortantes podem acionar a Polícia Militar imediatamente: