Júri condena a 21 anos de prisão acusado de espancar homem até a morte em Juiz de Fora

Vítima foi morta a pedradas. Outro acusado já havia sido julgado e condenado; réu teve negado o direito de recorrer em liberdade

Por Vívia Lima

Quatro anos após o assassinato de Diego Antônio Santos Lopes, o Tribunal do Júri de Juiz de Fora condenou o segundo acusado pelo crime, Patrick Experidião da Silva Clemente. Em sessão realizada nesta terça-feira (14), o réu recebeu a pena de 21 anos de prisão em regime inicialmente fechado por homicídio triplamente qualificado, segundo informou o Tribunal do Júri a nossa reportagem.

A sentença determinou que o réu não pode recorrer em liberdade. Em 2024, o outro envolvido no caso, João Paulo Inácio Dazini, já havia sido condenado à mesma pena de 21 anos de reclusão.

O Crime

O assassinato aconteceu na madrugada do dia 17 de outubro de 2022, no Bairro Santa Efigênia em Juiz de Fora. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, a vítima estava em um bar quando abordou um trio de homens e perguntou se eles tinham cocaína para vender.

A abordagem deu início a uma discussão, que foi momentaneamente contida com a ajuda do primo da vítima.

Mais tarde, após o fechamento do estabelecimento e já sem a presença do primo, Diego deixou o local acompanhado pelos homens sob o pretexto de irem juntos a uma festa, acreditando que o desentendimento anterior havia sido superado.

No entanto, ao chegarem à esquina das ruas Clóvis Jaguaribe dos Santos e Délcio Fortini, Diego foi pego de surpresa e atingido por sucessivas pedradas. Mesmo depois de cair no chão, a vítima continuou sofrendo agressões repetidas vezes e morreu no local devido a um traumatismo cranioencefálico.

O homicídio foi qualificado pela Justiça por ter sido praticado por motivo fútil, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.