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Obras de R$ 64 milhões no Morro do Cristo tentam viabilizar retorno de moradores desalojados em Juiz de Fora

Intervenção de engenharia prevê mitigação do risco de deslizamento de rochas e busca viabilizar o retorno de moradores desocupados no bairro Paineiras.

Por Por Redação

Morro do Cristo em Juiz de Fora

A Prefeitura de Juiz de Fora formalizou, nesta segunda-feira (28), a assinatura do contrato com a empresa Geologus Engenharia LTDA para a execução das obras de contenção na encosta do Morro do Cristo.

Com valor final de R$ 64.053.586,85 e prazo de vigência de 17 meses, a intervenção visa estabilizar áreas que apresentam risco contínuo de rolamento de rochas sobre vias e residências da região central.

O financiamento do projeto será custeado integralmente com recursos federais por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Reconstrução.

Segundo a administração municipal, o montante contratado representa uma redução de cerca de 25% em relação à estimativa inicial do anteprojeto, que previa um investimento próximo a R$ 85 milhões.

Soluções técnicas e cronograma

A contratação foi feita no modelo semi-integrado, modalidade na qual a empresa vencedora assume a responsabilidade tanto pela elaboração do projeto executivo quanto pela execução direta dos serviços. O conjunto de intervenções abrange a instalação de barreiras dinâmicas, barreiras de detritos, cortina atirantada, ancoragens isoladas e a construção de uma bacia de detenção.

As obras vão impactar o trecho do Morro do Cristo que engloba as ruas do Carmelo, Halfeld, Marechal Deodoro, Constantino Paleta, Pasteur e Luís Sansão.

O plano de trabalho está dividido em etapas. A fase inicial prevê a montagem de uma primeira linha de barreiras na base do morro e a construção de uma cortina estrutural na parte superior.

A estimativa do governo municipal é concluir essas primeiras estruturas ainda em 2026, etapa considerada indispensável para avaliar a liberação das residências do bairro Paineiras que foram interditadas por órgãos da Defesa Civil devido à vulnerabilidade do terreno