As custas da tragédia
Tragédia não pode virar vitrine.
Infelizmente o sensacionalismo político em cima da tragédia ocorrida na cidade de Juiz de Fora tem dificultado ainda mais a calamidade que já não era pouca. Pessoas transformando dor em palco político. É inacreditável o que temos visto nas últimas semanas. Tragédia não pode virar vitrine.
Quando situações como essa acontecem, o foco deveria ser resposta rápida, coordenação e apoio às vítimas. Mas o que muitas vezes aparece é disputa por narrativa, visibilidade e responsabilização, e isso só atrasa decisões, confunde a população e desvia energia do que realmente importa.
A População, única vitima dos desmandos e falta de planejamento dos governantes da nossa cidade, entraram nessa seara sem querer e sem responsabilidade. Viraram massa de manobra, um joguete, o lado fraco da sociedade.
Precisamos virar essa pagina do populismo, do clientelismo, do voto de cabresto. Precisamos mudar esse jogo. Esse show midiático, patético, onde todos buscam a paternidade da solução, mas não foram competentes para propor ações que pudessem aliviar os impactos dessa tragédia. Essa guerrinha de braço irá nos custar caro.