De JF para a Bienal de SP: Marianna Leão lança romance inspirado na Coreia do Sul

A jornalista conversou com o portal Acessa.com; formada pela UFJF a autora apresenta "A Ilha dos Sonhos Perdidos" em sessão de autógrafos no dia 6 de setembro.

Por Vívia Lima

A literatura produzida em Juiz de Fora ganha destaque nacional na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A jornalista e escritora Marianna Leão lança no próximo dia 6 de setembro, sábado, o seu mais novo romance, A Ilha dos Sonhos Perdidos. A escritora conversou com o portal Acessa.com e convida para a sessão de autógrafos  que acontece a partir das 15h, no estande Crush Literário.

Carioca de nascimento, mas com forte ligação com a Zona da Mata mineira, onde concluiu a graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e fixou residência, Marianna consolidou sua trajetória no cenário literário contemporâneo após vencer o concurso nacional "Escrevi e agora?" com a comédia romântica Hater Nº1 e figurar entre as finalistas do prêmio "Livros do Futuro", promovido pelo TikTok.

Em A Ilha dos Sonhos Perdidos, a autora combina romance contemporâneo com uma profunda pesquisa histórica, transportando o leitor para uma narrativa repleta de segredos, memórias e conexões intensas.

Das viagens pelo mundo ao refúgio na biblioteca de Juiz de Fora

A semente da nova obra brotou de forma inesperada durante uma viagem da autora à Coreia do Sul, em 2018. Ao explorar a ilha de Jeju, uma ilha subtropical que fica ao sul do continente, Marianna se deparou com a riqueza histórica local no complexo Jeju-mok e se aprofundou na cultura da região.

"Enquanto conhecia a história do local, a ideia do livro brotou pronta na minha cabeça", revela Marianna. Para dar veracidade à trama, a escritora dedicou-se a uma intensa fase de pesquisa, mergulhando em documentários, livros, artigos acadêmicos e histórias em quadrinhos sobre o período da ocupação japonesa na Coreia (1910-1945), além de contar com o suporte de uma leitura sensível especializada para validar a representação cultural e histórica dos personagens.

Embora ambientado no exterior, o processo criativo do livro também carrega um toque juiz-forano. Para fugir das distrações digitais e dar forma ao texto, a autora revela manter um refúgio especial no Centro da cidade. "Uma coisa que gosto de fazer quando posso é visitar a biblioteca na antiga Praça Antônio Carlos. É o meu lugar favorito para revisar os textos sem toda a distração das redes sociais", conta Marianna.

A escritora ressalta ainda que, embora ainda não tenha ambientado uma obra em Juiz de Fora, esse é um desejo para suas próximas publicações.

Olho no olho e diversidade narrativa

Para Marianna, marcar presença presencialmente na Bienal de São Paulo é um contraponto essencial à volatilidade da internet. "Nas redes sociais, o algoritmo pode ser cruel e limitar o alcance do nosso conteúdo. Na Bienal, estamos em um evento onde leitores e leitoras de todas as idades estão abertos a conhecer novos títulos. É muito legal ver o rosto deles se iluminar ao ouvir a nossa sinopse. Sempre volto para casa energizada", destaca.

Conhecida por navegar por múltiplos estilos, desde comédias românticas a contos urbanos, a autora promete continuar surpreendendo seu público nos próximos projetos, que incluem desde romances especulativos com loop temporal até narrativas inspiradas no folclore brasileiro e na fantasia urbana. "Quando se trata da minha escrita, o fio condutor que une todas as obras não é o gênero, mas a representação de mulheres fortes e vivências diversas", conclui.

Sessão de Autógrafos e Lançamento de A Ilha dos Sonhos Perdidos

Data: Sábado, 6 de setembro de 2026

Horário: 15h

Local: Bienal Internacional do Livro de São Paulo/ Estande Crush Literário