Black Friday deve movimentar R$13,3 bilhões no e-commerce; especialistas orientam consumidores sobre compras seguras

Estimativa aponta crescimento de 15% nas vendas online; orientações incluem planejamento, verificação de lojas e cuidados contra golpes digitais.

Por Redação

Previsão de crescimento e dicas de prevenção marcam o período de promoções

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que a Black Friday movimentará R$13,3 bilhões nas vendas online neste ano, crescimento de 15% em relação a 2024. Para evitar transtornos e fraudes, especialistas recomendam que os consumidores redobrem a atenção antes de finalizar qualquer compra.

O professor do curso de Direito da Estácio e especialista em direito do consumidor, Lucas Zandona, orienta que o consumidor siga cinco etapas básicas: Planejar, pesquisar, desconfiar, verificar e acompanhar.

Ele destaca que é essencial definir prioridades, estabelecer um limite de gastos e comparar preços antecipadamente para confirmar se a oferta realmente vale a pena. “Desconfie de descontos excessivos. Mesmo em uma campanha promocional, é improvável que um item de alto valor tenha 80% ou 90% de desconto”, alerta.

Zandona lembra que, por lei, o fornecedor deve cumprir o menor preço anunciado, independentemente do canal em que o valor foi divulgado e também reforça que o consumidor deve verificar a idoneidade da loja, consultando órgãos como Procon e plataformas como Reclame Aqui. O Selo Black Friday Legal, concedido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, também ajuda a identificar empresas que seguem o Código de Ética do setor.

Após a compra, é importante guardar comprovantes, protocolos e acompanhar o andamento do pedido. Segundo o advogado, produtos adquiridos na Black Friday têm as mesmas garantias e direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor. Em caso de não entrega, o cliente pode exigir o estorno do valor pago. Se houver defeito, o prazo para reclamar é de 90 dias para bens duráveis e 30 dias para não duráveis. O fornecedor tem 30 dias para resolver o problema; caso não o faça, o consumidor pode pedir substituição do produto ou reembolso integral.

Zandona também destaca o direito de arrependimento em compras online, válido por até sete dias após o recebimento do produto, com devolução imediata do valor pago, incluindo frete.

Riscos digitais aumentam no período

Especialista em segurança da informação, o professor da Estácio Eder José Cassimiro alerta para golpes comuns em períodos de grande volume de compras. “Desconfie de descontos altos demais e de links enviados por e-mail. Muitos são golpes de phishing”, afirma.

Entre as principais recomendações, ele destaca:

  • Verificar erros de português em sites e anúncios, indício comum de páginas fraudulentas.
  • Checar o endereço do site, já que golpistas costumam criar endereços semelhantes aos originais. Também é essencial confirmar se a página utiliza o protocolo seguro “HTTPS”, indicado pelo cadeado ao lado da URL.
  • Preferir métodos de pagamento seguros, como cartão de crédito, que permite contestar transações. Caso opte por boleto, o consumidor ganha mais tempo para verificar a legitimidade da oferta.
  • Criar senhas fortes, misturando caracteres especiais, letras e números.
  • Ativar autenticação multifator e manter dispositivos atualizados para evitar invasões.

Cassimiro reforça que golpes se tornam mais frequentes durante grandes promoções. “É bom demais para ser verdade? Então provavelmente não é”, resume.