Ânimo no exterior por expectativa de pausa na guerra estimula Ibovespa aos 185 mil pontos

Por Maria Regina Silva

A perspectiva de pausa na guerra no Oriente Médio empolga o Ibovespa na sessão desta quarta-feira, 24, de agenda esvaziada, que saltou cerca de 3.200 pontos entre a mínima e a máxima, na casa dos 185 mil pontos. Diante dessa expectativa sobre a guerra, as bolsas asiáticas fecharam com valorização, o que se espalha pelos mercados europeus e norte-americanos, enquanto o petróleo cai mais de 4%, a US$ 95,70 o barril. Já o minério de ferro encerrou o pregão de hoje em Dalian, na China, em queda de 1,83%, a US$ 117 a tonelada.

"Pode ser que estejamos convergindo para algum arrefecimento da guerra, o que fazer com que volte a tese do primeiro bimestre, de cortes de juros, de expectativas de melhores resultados corporativos e de rali eleitoral", diz Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

O recuo do petróleo joga as ações da Petrobras para baixo, mas o recuo é moderando (PN: -0,68% e ON: -0,35%). Outra petroleira que recua é Prio (-2,554%). Ainda cedem SLC Agrícolas (-0,38%). Ou seja, de 83 papéis da carteira teórica, só quatro cedem.

"Os Estados Unidos falam que estão negociando com o Irã, mas parece que esqueceram de combinar com o Irã. Os mercados ficam operando em cima deste tipo de notícia", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM

O governo norte-americano afirmou que enviou uma proposta ao Irã, enquanto o país persa nega. Os EUA disseram que ofereceram um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Já o embaixador do Irã no Paquistão, Amiri Moghaddam, disse que, "até o momento não houve qualquer negociação entre os dois países, nem direta nem indireta".

"Os mercados globais operam em território positivo, com o apetite por risco impulsionado por sinais de desescalada no Oriente Médio", destaca a Monte Bravo em relatório.

No Brasil, foi divulgada hoje a pesquisa AtlasIntel. O levantamento mostra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados tecnicamente em eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Segundo a pesquisa, o senador tem 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. O levantamento ainda indica que o petista é rejeitado por 52% dos eleitores. Já 46,1% dizem que não votariam no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de jeito nenhum.

Apesar do resultado de recentes pesquisas sobre a eleição presidencial, como a divulgada hoje, esses levantamentos ainda têm ficado em segundo plano, acrescenta Spiess.

Ontem, o Ibovespa subiu 0,32%, fechando aos 182.509,14 pontos, em meio aos primeiros relatos de cessar-fogo do conflito geopolítico.

Às 11h01 desta quarta, tinha alta de subia 1,35%, aos 184,972,96 pontos, ante alta de 1,81%, na máxima de 185.814,99 pontos e mínima em 182.524,09 pontos, elevação de 0,01%, perto da abertura (182.528,49 pontos).

Vale (1,88%) e Itaú (1,27%) - ações preferidas de estrangeiros, assim como de outros bancos, avançavam. Já Petrobras caía com menor ímpeto, entre -0,70% (PN) e -0,40% (ON).