FGV: Monitor do PIB traz alta de 0,3% no 2º tri ante 1º tri e queda de 1,1% em junho ante maio
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,3% no segundo trimestre na comparação com o primeiro trimestre de 2026. Em relação ao segundo trimestre de 2025, houve expansão de 1,7% no segundo trimestre de 2026. A taxa acumulada em 12 meses até o segundo trimestre foi de 1,8%. Os dados são do Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
No mês de junho, o indicador apontou para queda de 1,1% ante maio. Na comparação com junho de 2025, a atividade econômica teve expansão de 1,9% em junho de 2026.
"O crescimento de 0,3% da economia no segundo trimestre mostra desaceleração da atividade econômica em relação ao forte desempenho de 1,0% registrado no primeiro trimestre do ano. Essa dinâmica também foi observada nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços) e na maior parte dos componentes da demanda. Apenas o consumo não desacelerou no trimestre, mantendo o ritmo de crescimento do início do ano", afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, em nota.
Segundo a FGV, a manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis, que foi influenciado pelo aumento das importações de automóveis no trimestre.
Apesar da desaceleração da economia no segundo trimestre, a instituição ressaltou que este é o vigésimo resultado consecutivo de taxas positivas da atividade. "Isso demonstra que, embora a taxa possa ser baixa, a economia segue com resultados positivos em meio ao contexto externo e interno que tem se mostrado desafiador com a elevação do preço do barril do petróleo, juros em patamares elevados e alto endividamento da população", disse Trece.
O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Na análise desagregada dos componentes da demanda, a FGV informou que o consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre, com contribuições principalmente do consumo de bens duráveis e de serviços.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve crescimento de 1,6% no segundo trimestre. Segundo a FGV, o segmento de máquinas e equipamentos voltou a apresentar queda, apesar do aumento das taxas de crescimento de construção e de outros componentes.
A exportação de bens e serviços registrou crescimento de 4,5% no segundo trimestre, com desaceleração em relação ao ritmo observado desde meados de 2025. Já a importação cresceu 5,7% no segundo trimestre, impulsionada por serviços e bens de consumo.
Em termos monetários, estima-se que o PIB no primeiro semestre de 2026, em valores correntes, tenha sido de R$ 6,557 trilhões. A taxa de investimento no segundo trimestre foi de 18,5%.