Derrota no Paulistão amplia pressão sobre Casares em semana de impeachment

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A derrota por 3 a 0 na estreia no Campeonato Paulista, para o Mirassol, foi mais um ingrediente em uma crise que não para de crescer no São Paulo, e ajudou a expor as consequências de um clube com bastidores agitados.

Na próxima sexta-feira, o impeachment do presidente Julio Casares será votado no Conselho Deliberativo do clube. O mandatário tem se movimentado em busca de apoio para se manter no cargo.

CRESPO E LUCIANO EXPÕEM MOMENTO DIFÍCIL

Em meio à turbulência, o técnico Crespo não teve meias palavras em dizer que, no momento, assumiu uma função que extrapola as análises técnica e táticas. Com uma diretoria em ruína, coube a ele tentar blindar o elenco.

"Os atletas têm que estar blindados, é um problema que deve ficar fora. É difícil? Muito difícil, mas a situação é essa [...] O São Paulo não está abandonado, o São Paulo não morreu", afirmou Crespo.

Além de Crespo, Luciano também expôs publicamente a situação complicada do São Paulo neste começo de temporada. Após a derrota para o Mirassol, atacante foi direto ao pedir o apoio da torcida e admitir que "esse ano vai ser mais difícil".

O jogador também revelou ter pouco contato com a diretoria tricolor. De acordo com Luciano, esta intermediação é feita pelo capitão Rafael e, em alguns momentos, Calleri.

CASARES PERDEU APOIO NO CONSELHO

Enquanto tenta articular a manutenção no cargo, Casares parece cada vez mais isolado. Recentemente, ele perdeu o apoio de quatro grupos políticos no Conselho do São Paulo.

Para que o afastamento de Casares seja aprovado na próxima sexta-feira, é necessário o voto favorável de 75% dos conselheiros, o equivalente a 191 votos. Caso esse quórum seja atingido, o mandatário será afastado da presidência do São Paulo.