Sem Casares, São Paulo apresenta Matheus Dória como novo reforço
(UOL/FOLHAPRESS) - Sem a presença do presidente Julio Casares, o São Paulo apresentou Matheus Dória, nesta terça-feira (13). O zagueiro afirmou que "não tem como falar 'não'" para o Tricolor e prevê "um ano muito bom".
"O São Paulo marcou demais, né? (...) São Paulo é São Paulo. Não tem como você falar 'não' para um clube como São Paulo. Minha questão é trabalhar, jogar futebol, me dedicar todos os dias no treinamento, ajudar meus companheiros e fazer o meu melhor pra bater resultado positivo", disse Matheus Dória.
Casares foi novamente ausência. O mandatário, que normalmente está presente nas apresentações e até fala com a imprensa antes da roda de perguntas, também não havia comparecido às oficializações de Danielzinho e Carlos Coronel. O executivo Rui Costa abriu a coletiva.
Matheus Dória está de volta ao Tricolor 11 anos depois de sua primeira passagem. Ele assinou contrato de duas temporadas, com opção para um terceiro ano acoplada a metas. Utilizará a camisa 4.
O zagueiro atuou no Morumbis no primeiro semestre de 2015, emprestado pelo Olympique de Marselha.
Após outros empréstimos, o defensor foi vendido para o Santos Laguna, em 2018, antes de ser negociado, em 2024, ao Atlas, do México. Nos últimos dias, acertou rescisão contratual com o clube mexicano para chegar gratuitamente ao Tricolor.
Dória voltará a ser companheiro de time de Rafael Toloi, com quem fez dupla de zaga em 2015.
O zagueiro é o terceiro reforço anunciado pelo São Paulo para 2026, ao lado do meio-campista Danielzinho e do goleiro Carlos Coronel. Todos eles chegaram de graça.
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O QUE MAIS MATHEUS DÓRIA FALOU
Crise política
"Eu sinto que tudo se resolve com o resultado e mostrando dentro do campo. Eu entendo essas coisas que possam falar, gerar conteúdo, até mesmo pra vocês, né? Entendo a função de vocês, passar pro torcedor tudo o que está acontecendo, mas isso pra gente que é jogador, a gente tem que botar a vida no campo, jogar. A única maneira de responder e dar resultado e dar alegria pra torcida é jogando e resultado positivo. E isso dentro do campo, a gente não pode deixar essa barra por qualquer outra coisa que venham falar, né? Afinal, é só... não sei se uma fofoca, mas ninguém nunca vai saber a verdade, que vai ter muitas versões. Pra a gente como jogador, trabalhar e dar resultado e dar alegria pra nossa torcida".
Dificuldades em campo
"Temos jogadores de muita qualidade e eu acho que assim, por primeiro jogo, gente. Teve pouco tempo de pré-temporada, né? Tem gente chegando, gente saindo. Eu acho que não pode arrastar alguma coisa do ano passado, dizer que vai ser um ano difícil. Não é assim. Primeiro jogo, vamos encaixando, o pessoal está meio que em ritmo de pré-temporada ainda. Eu sinto que vai ser um ano muito bom. O São Paulo tá jogando o Campeonato até internacional também, né? Vai jogar Sul-Americana, que às vezes tem time que nem vai jogar isso. E tem que se valorizar, gente. Tem uma estrutura muito boa pra trabalhar. Temos vários torneios aí pra jogar, tentar fazer acontecer. Eu tô encarando, eu acho que encarando cada jogo como uma final e sempre querendo melhorar dia após dia".
'Blindagem' do elenco em meio à crise
"Eu, particularmente, os problemas internos se resolvem aqui dentro. Eu penso desse jeito. (...). É difícil. Depois do jogo, eu prefiro não falar nada. Você perde um jogo, tá estressado, você vai xingando gente que às vezes que depois você se arrepende, você vai pedir desculpa e tem momentos que não tem como, né? Já vazou toda a informação. É igual quando, sei lá, você briga com a sua esposa em casa, você vai resolver em casa, você não vai sair falando besteira lá pra fora. Então, os problemas internos se resolvem interno e unidos. Eu acho que juntos é a única maneira de resolver qualquer coisa. E, cara, a única maneira que as pessoas podem mudar essa situação, repito, é dentro do campo. É dentro do campo".
