Kaio César reduz salário para facilitar acerto com o Corinthians

Por FÁBIO LÁZARO

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O desejo de defender o Corinthians fez o atacante Kaio César abrir mão de parte do salário para viabilizar o acordo com o clube.

O jogador tem negociação encaminhada com o Timão e é aguardado no Brasil neste fim de semana para realizar exames médicos e assinar contrato de empréstimo até o fim da temporada.

JOGADOR SE ENQUADROU NO TETO CORINTIANO

O salário de Kaio César no Al Hilal, da Arábia Saudita, era próximo de R$ 1 milhão por mês.

O atacante, porém, aceitou uma redução significativa para se enquadrar no teto salarial definido pela nova política de contenção de despesas do clube paulista. A diretoria corintiana trabalha com a meta de reduzir em 30% os custos do departamento de futebol ao longo de 2026.

Além do fator financeiro, a falta de espaço no AlH ilal pesou na decisão do jogador. Kaio foi informado nos bastidores do clube saudita de que teria poucos minutos sob o comando do técnico Simone Inzaghi. Desde então, passou a buscar alternativas para deixar a equipe e viu no Corinthians a melhor oportunidade para retomar protagonismo no futebol brasileiro.

O atacante tem contrato com o Al Hilal até junho de 2028. Caso o negócio seja concretizado, ele será emprestado ao Corinthians até o fim da temporada, com valor de compra previamente fixado em contrato.

Corinthians, Al Hilal e os representantes do jogador já trocaram minutas do contrato, e o departamento jurídico do clube paulista já elaborou o documento. Falta apenas a assinatura para que o acordo seja oficializado. A expectativa interna é que as pendências burocráticas sejam resolvidas nos próximos dias e que o anúncio ocorra até o início da próxima semana.

SEM TAXA DE EMPRÉSTIMO

Diferentemente da negociação envolvendo o meia Matheus Pereira, emprestado pelo Fortaleza, a chegada de Kaio César não envolverá pagamento de taxa de empréstimo por parte do Corinthians.

O Al-Hilal tentou incluir esse valor na negociação, mas o clube paulista conseguiu retirar essa exigência durante as tratativas. O presidente Osmar Stábile, porém, tem como diretriz não realizar aportes financeiros na contratação de jogadores nesta janela de transferências.

Situações pontuais envolvendo taxas consideradas baixas ainda podem ser analisadas, mas apenas de forma excepcional, em conjunto entre a presidência e o departamento de futebol liderado pelo executivo Marcelo Paz.