Entenda como as passagens de Paquetá na Europa reforçaram interesse do Flamengo

Por BRUNO BRAZ E GUILHERME XAVIER

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Lucas Paquetá negocia o retorno ao Brasil para jogar pelo Flamengo, clube que o revelou para o futebol. Vendido para a Europa em 2018, o meio-campista colecionou altos e baixos, dentro e fora de campo.

A reportagem relembra todos os clubes que Paquetá vestiu a camisa no Velho Continente. Foram três: Milan, da Itália, Lyon, da França, e West Ham, da Inglaterra.

PAQUETÁ NO MILAN

Após grande desempenho no Campeonato Brasileiro de 2018, Paquetá foi vendido ao Milan. Juventus e PSG também estavam interessados na contratação.

A temporada de 2019 foi de altos e baixos, com menos oportunidades que o esperado. Foram apenas 17 partidas no segundo semestre, com um gol e duas assistências. Na comemoração do tento, Paquetá homenageou as vítimas do incêndio do Ninho do Urubu.

Eram cinco anos de contrato, mas ele acabou cumprindo apenas um. A segunda metade de 2019 viu Paquetá jogar mais (27 partidas) e, por isso, despertou interesse de outros clubes. O Lyon, da França, o levou por R$ 150 milhões na época. O Milan havia pagado R$ 162 milhões.

A MELHOR VERSÃO NO LYON

Uma mudança que ajudou no desenvolvimento de Paquetá. Mais tranquilo com a Europa, ele foi bem nas duas temporadas que teve na França.

Os números foram bem semelhantes. 34 jogos e 17 participações em gol em 2020-21, e 44 jogos e 18 participações na temporada seguinte.

O bom desempenho atraiu o interesse da Premier League, e o West Ham sinalizou com uma oferta bem maior que as anteriores. O clube inglês desembolsou R$ 216 milhões fixos para contar com Paquetá, a contratação mais cara de sua história.

PROBLEMAS EXTRA-CAMPO NO WEST HAM

Na liga inglesa, considerada uma das mais fortes do mundo, Paquetá teve números inferiores aos do Lyon. Porém, encantou mais com dribles desconcertadas e grandes assistências. Funcionava como o motorzinho do time.

Sua melhor temporada foi a de 2023-24, quando anotou oito gols e distribuiu sete assistências em 43 partidas. Foi justamente por aí que o Manchester City, de Pep Guardiola, o definiu como alvo.

Paquetá sonhava com o movimento ao City, e ele chegou a estar próximo de um final feliz. O clube de Manchester ofereceu R$ 437 milhões na época, mas o West Ham recusou.

Pouco tempo depois, veio o grande baque da carreira: a denúncia de suposta manipulação de resultados. Em maio de 2024, Paquetá foi acusado formalmente de forçar cartões amarelos em jogos do West Ham, e a Federação Inglesa (FA) iniciou investigação.

Foram quase dois anos de calvário jurídico, que mexeu com a cabeça do jogador. Tanto que Paquetá não conseguiu manter o mesmo nível e chegou a fazer apelos pela saúde mental dos atletas.

Em julho de 2025, ele foi absolvido de todas as acusações, mas o estrago já estava feito. O cenário era de deixar a Europa e retornar ao Brasil, especificamente ao Flamengo, onde é querido e estaria próximo da família.

O pedido só não veio antes porque Paquetá nutre um carinho pelo West Ham. O UOL apurou que o jogador foi amparado pelo clube em meio às acusações.

Mesmo assim, o momento pedia novos ares, e o Flamengo iniciou as negociações. Ele chegou a ser sondado por clubes da Itália e da Inglaterra, como o Chelsea, mas rechaçou qualquer tipo de aproximação.

A NEGOCIAÇÃO COM O FLAMENGO

No momento, as partes debatem a liberação do jogador. Como o UOL antecipou, o West Ham sinalizou que pode vender Lucas Paquetá ao Flamengo nesta janela de transferências.

A principal questão está no campo dos valores. O Rubro-Negro estaria disposto a abrir os cofres por Paquetá, e o clube inglês pensa em 50 milhões de euros (R$ 320 milhões).

Por enquanto, não houve proposta oficial do Flamengo. Os envolvidos terão reunião ainda nesta semana para definir o futuro de Paquetá. O meio-campista só pensa em retornar ao Brasil e sua vontade é o grande trunfo dos cariocas na negociação.