Teto financeiro do Bragantino travou negócio com Flamengo por Wallace Yan

Por BRUNO BRAZ E RODRIGO MATTOS

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A venda de Wallace Yan do Flamengo para o Red Bull Bragantino está travada. E a origem deste entrave está no teto financeiro que o clube paulista possui com sua holding.

BAP NÃO APROVOU FORMA DE PAGAMENTO

Os clubes haviam chegado a um acordo por um negócio de 10 milhões de euros. Porém, o Red Bull Bragantino propôs ao Flamengo pagar 5 milhões de euros neste ano e os outros 5 milhões de euros somente em 2027. Isso se deu porque a holding que controla o clube estipula um limite de gastos de até 5 milhões de euros por contratação. Para passar disso, se faz necessário ter a autorização dos donos.

Ao retornar de férias e tomar conhecimento desta forma de pagamento, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, desaprovou. Os clubes agora tentam chegar a um entendimento para desatar este nó. A intenção do Rubro-Negro segue ser a de vender.

Wallace Yan, por sua vez, ficou numa saia-justa. Isso porque após a derrota para o Bangu por 2 a 1, pelo Campeonato Carioca, ele concedeu entrevista afirmando que havia realizado sua última partida com a camisa rubro-negra mesmo sem os clubes terem oficializado o negócio. Na ocasião, foi às lágrimas e disse que estava "indo embora de casa".

"Foi meu último jogo pelo Flamengo. Tudo o que eu passei aqui, conquistei muitas coisas. Fico até emocionado com todo o carinho da torcida. Tudo o que o clube tem por mim, sou um garoto que aprendi muito aqui. Estou indo embora de casa", disse o jogador.

Desde então, o atacante de 20 anos não foi mais relacionado pelo Flamengo. Após aquela partida o Rubro-Negro ainda atuou mais um jogo com o sub-20, na derrota por 3 a 0 para o Volta Redonda. Em seguida, o técnico Filipe Luís foi acionado e colocou em campo jogadores do elenco profissional na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco e na derrota por 2 a 1 para o Fluminense.

O atacante de 20 anos sequer tem treinado com os companheiros no Ninho do Urubu. Suas atividades têm sido realizadas por conta própria enquanto os clubes não chegam a um denominador comum.