Brasileiros encaram 'meca do surfe' perto de vaga na elite mundial

Por GUILHERME DORINI

(UOL/FOLHAPRESS) - Pela primeira vez na história, o Challenger Series ?divisão de acesso ao Circuito Mundial de Surfe? desembarca em Pipeline. A partir desta quinta-feira, a 'meca do surfe mundial' recebe a penúltima etapa da temporada 2025/26, com janela de competição aberta até o dia 9 de fevereiro.

Considerada uma das ondas mais perigosas do mundo, especialmente por seu fundo raso de coral e pela força das séries, Pipeline passa agora a integrar diretamente a rota de classificação para o Championship Tour (CT), adicionando um nível extra de dificuldade a um momento decisivo do calendário.

SITUAÇÃO DOS BRASILEIROS

O Brasil chega ao Havaí com dois nomes em posição privilegiada na disputa masculina.

Samuel Pupo, atual segundo colocado do ranking, e Mateus Herdy, sétimo, dependem apenas de si para se aproximarem ?ou até confirmarem? uma vaga no Championship Tour.

Samuel garante matematicamente sua classificação com um lugar na decisão. O mesmo cenário vale para Mateus, que pode conquistar em Pipeline sua primeira vaga na elite com um segundo lugar.

Vale lembrar que os dez primeiros do ranking ao fim da temporada asseguram lugar no CT, e ainda haverá uma última etapa após Pipeline, em Newcastle, na Austrália.

Além de Samuel e Mateus, outros nove brasileiros estão na chave masculina: Michael Rodrigues (18º), Lucas Vicente (28º), Deivid Silva (31º), Lucas Silveira (32º), Ian Gouveia (39º), Edgard Groggia (43º), Jadson André (44º), Igor Moraes (62º) e Wesley Leite (73º).

FEMININO

No feminino, a principal esperança brasileira é Laura Raupp. Atual campeã brasileira e sul-americana, a surfista de apenas 19 anos estreia direto no Round de 32 e ocupa no momento a nona posição do ranking ?lembrando que apenas as sete primeiras garantem vaga no CT.

Laura vem de uma temporada consistente no Challenger Series e também tem se destacado no Havaí, com performances que chamaram atenção da própria WSL, incluindo uma de suas ondas destacadas recentemente no perfil principal da liga.

A brasileira já conhece uma de suas adversárias: Molly Picklum, atual campeã mundial, que entra no evento como convidada da WSL. Um teste pesado logo de início, em uma onda onde experiência e tomada de decisão fazem enorme diferença.

Sophia Medina, irmã de Gabriel Medina, também está na disputa e estreia no Round de 48 contra as japonesas Mirai Ikeda e Anon Matsuoka, além da havaiana Malia Lima.

Em 15º no ranking, Sophia ainda mantém chances reais de classificação, mas precisa de um bom resultado em Pipeline para seguir viva na briga pela vaga no Circuito Mundial.

PRIMEIRA CHAMADA

A primeira chamada do evento está marcada para 14h30 (horário de Brasília), com possibilidade de início das disputas às 15h. Todas as baterias do terão transmissão ao vivo pelo site oficial da WSL, aplicativo da liga e canal da no YouTube.