Vasco perde pênalti, esbarra na trave e só empata com Madureira no Carioca
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Mesmo atuando como mandante, o Madureira optou por jogar contra o Vasco em São Januário e arrancou, com ajuda da trave e do goleiro Neguete, um empate por 0 a 0 na noite desta segunda-feira (02), em duelo válido pela penúltima rodada da 1ª fase do Campeonato Carioca.
Com o resultado, a equipe de Fernando Diniz chegou aos 8 pontos e, na 4ª posição do Grupo A, ainda não garantiu vaga nas quartas de final da Taça Guanabara. O time de Toninho Andrade, por sua vez, soma 7 pontos e é vice-líder do Grupo B -os quatro melhores de cada chave se classificam às quartas de final.
Os times voltam a jogar pelo estadual no domingo. O Madureira encara o Volta Redonda, enquanto o Vasco tem clássico contra o Botafogo na rodada final -antes disto, o time encara a Chapecoense, na quinta, pelo Brasileirão.
COMO FOI O JOGO
A partida começou agitada e com pênalti desperdiçado. O Madureira até assustou com uma cabeçada de Jacó, mas o Vasco melhorou e, rapidamente, teve uma chance de ouro aos oito minutos, quando Nuno Moreira foi derrubado dentro da área por Júlio César. O problema é que, na cobrança, Pumita Rodríguez parou em Neguete, que ainda conseguiu bloquear Brenner no rebote.
A parada técnica, feita na casa dos 20 minutos, teve um Fernando Diniz ligeiramente mais calmo em relação ao ocorrido na semana passada -contra o Mirassol, pelo Brasileirão, o técnico esbravejou contra o elenco e chegou a abordar o assunto em entrevista coletiva. Hoje, apesar das câmeras de transmissão ficarem mais afastadas, foi possível ver o comandante ainda enérgico, mas menos exaltado com a sua equipe, que dominava as ações.
A trave apareceu para os dois lados pouco antes do intervalo. Primeiro, Cauan Barros deu um passe no vazio e cedeu a bola a Everton, que cortou da direita para o meio e carimbou o poste adversário em chute de fora da área. Depois, foi a vez de Johan Rojas arriscar de longe e, por pouco, não abrir o placar com um golaço em São Januário.
O 2º tempo começou com o Vasco atacando -e voltando a acertar a trave. Desta vez, Nuno Moreira aproveitou uma rebatida da defesa, ajeitou da entrada da área e bateu forte com a perna direita. Neguete até se esticou, mas não conseguiu desviar a bola, que caprichosamente acertou a trave.
O time de Diniz não transformou a superioridade em bola na rede até o apito final. Diante de um adversário bastante recuado e apostando em contra-ataques, a equipe martelou a defesa, mas acabou punida pela falta de pontaria e por um Neguete, que conseguiu fazer mais duas boas defesas, inspirado.
MADUREIRA
Neguete; Júlio César, Marcão, Jean Vianna e Matheus Julião; Lindoso, Fubá (Adriano) e Juninho (Wallace Camilo); Jacó (Fash), Everton (Vinicius Balotelli) e Geovane Maranhão (Isaías). Técnico: Toninho Andrade
VASCO
Léo Jardim; Pumita Rodríguez, Hugo Moura, Robert Renan (Cuesta) e Piton (Minete); Cauan Barros, Tchê Tchê e Johan Rojas (Adson); Andrés Gómez, Nuno Moreira (David) e Brenner (Hinestroza). Técnico: Fernando Diniz
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Lucas Coelho Santos
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Raphael Carlos de Almeida Tavares dos Reis
VAR: Pathrice Wallace Corrêa Maia
Cartões amarelos: Everton (MAD); Cuesta (VAS)
