Massis recusa cartão corporativo e quer fortalecer compliance no São Paulo
(UOL/FOLHAPRESS) - Harry Massis, presidente do São Paulo FC, abriu mão do uso de cartão corporativo e do plano de saúde oferecidos ao cargo e prometeu ampliar o espaço de atuação do compliance dentro do clube. As medidas foram comunicadas internamente como parte de um pacote de ações voltado ao reforço da governança e à adoção de uma postura mais rígida na condução administrativa.
Nos bastidores, Massis tem repetido a interlocutores que trata o São Paulo da mesma forma que conduz suas empresas e que não vai tolerar comportamentos que destoem das boas práticas de gestão. A sinalização é de maior rigor na condução administrativa e de cobrança direta sobre executivos e dirigentes.
Além das medidas administrativas, conduzidas nos escritórios do Morumbis, o presidente tem sido presença constante no CT da Barra Funda, se aproximando do dia a dia do futebol profissional. A movimentação é vista como uma tentativa de integrar mais a gestão executiva ao departamento esportivo, deixando protagonismo a Rui Costa, executivo de futebol, e Rafinha, gerente esportivo.
A informação da recusa aos privilégios presidenciais foi antecipada pela ESPN. O UOL confirmou.
MAIS ESPAÇO AO COMPLIANCE
Uma das principais frentes apresentadas pela nova gestão é o fortalecimento da área de integridade. Entre as queixas recorrentes do departamento de compliance estava a falta de integração de processos entre as diferentes diretorias, o que dificultava a aplicação de controles internos e políticas de governança.
Diante desse cenário, Massis reuniu todos os executivos do clube para reforçar o Programa Identidade Tricolor (PIT). O programa é estruturado para prevenir e tratar desvios éticos e de conduta entre funcionários do clube, sendo sustentado por treinamentos periódicos, canal de relatos, investigações e auditoria interna.
O diretor de ESG, Riscos e Compliance do clube é Roberto Armelin, que anteriormente atuou no departamento jurídico do São Paulo. No encontro com os executivos, o presidente reafirmou apoio direto ao avanço do programa e destacou a importância da iniciativa para a reconstrução da imagem institucional.
"Conto com a participação ativa e colaborativa de cada um para que o PIT atinja seu estado pleno de vigência e eficiência, condição importante para contribuir para que o São Paulo Futebol Clube reconquiste do público, do mercado e do torcedor a confiança e credibilidade que sempre teve", afirmou Massis ao site oficial do clube.
O UOL apurou que Massis concedeu autonomia para que o departamento de compliance apresente relatórios periódicos de progresso e melhorias à gestão e prometeu ampliar a integração dos processos com todas as diretorias do São Paulo, em uma tentativa de corrigir erros apontados na Gestão Casares e estabelecer uma cultura de governança no clube.
