Presidente da CBAt crê em recorde de pódio no atletismo em Los Angeles
O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, acredita ser possível conquistar três a quatro medalhas nos Jogos de Los Angeles (Estados Unidos) em 2028. A modalidade é a segunda que mais concedeu pódios olímpicos ao país (21), atrás somente do judô (28).
Eu falo que não gosto de colocar responsabilidade para os atletas, mas tenho que chamá-la para mim. E a gente quer sempre mais. Então, a expectativa é de buscar três a quatro medalhas em Los Angeles, contribuindo com o Time Brasil, projetou Campos, em entrevista à TV Brasil.
Se o atletismo brasileiro atingir o mínimo esperado pelo dirigente (três), já será o melhor desempenho da modalidade em uma única Olimpíada, igualando o de Pequim (China) em 2008. Na ocasião, foram três medalhas: ouro para Maureen Maggi (salto em distância) e dois bronzes para os revezamentos 4x100 metros masculino e feminino.
Os dois últimos resultados, porém, só foram confirmados anos depois, após as equipes campeãs das provas nos dois naipes serem desclassificadas por doping e o Brasil herdar o terceiro lugar nos dois revezamentos. Apenas Maureen recebeu a premiação durante os Jogos.
Entre 7h30 (homens) e 8h30 (mulheres), largam os marchadores das provas sub-20, que têm 10 quilômetros. Por fim, ocorrem as disputas da meia-maratona, com 21,1 quilômetros - que substitui a disputa dos 20 quilômetros. A saída do pelotão masculino está marcada para 11h05 e a do feminino para 12h50. Esta última será a distância olímpica da competição de marcha atlética em Los Angeles.
[O Mundial] será na Esplanada dos Ministérios. A largada da prova e a chegada vão se dar em frente à Catedral. Foi um processo muito difícil, mas estamos muito felizes. Contamos com todo o apoio do Governo Federal, da Caixa e das Loterias Caixa, nossos patrocinadores master. Queremos entregar o melhor Mundial de Marcha Atlética de todos os tempos, projetou Campos.
O Caio terá todo o apoio da torcida, o que fará uma grande diferença. E ele está acostumado ao clima de Brasília, que, acho, será o maior desafio dos demais atletas. Por mais que ele não treine na Esplanada dos Ministérios, fizemos, há um mês, um evento-teste no mesmo percurso [do Mundial] e o Caio se saiu muito bem. Em fevereiro, ele disputou, como convidado, o Campeonato Japonês de Marcha Atlética, torneio nacional mais forte do mundo, e bateu o recorde brasileiro, destacou.
Sonho complexo
Ainda segundo o dirigente, o Brasil se candidatou para receber, em 2028, outro Mundial: o de Corrida de Rua. Realizado desde 2023, o evento é anual e conta com três provas: milha (1,609 quilômetro), 5 quilômetros e meia maratona. A edição de 2026, marcada para 20 de setembro, terá Copenhague (Dinamarca) como sede. Em 2027, a competição será em Yamgzhou (China).
O sonho futuro é o de sediar um Mundial de Atletismo envolvendo todas as provas (no de Tóquio, foram 49 eventos e 147 disputas por medalha). A próxima edição será em Pequim, em 2027. Segundo Campos, porém, o país não tem, no momento, um estádio com estrutura para sediar a competição.
Hoje, esbarramos nas pistas. Nós tínhamos o Engenhão [Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro], que recebeu os Jogos Pan-Americanos [em 2007] e Olímpicos [2016], mas a grama foi substituída pela sintética. Para fazer um Mundial, você precisa de duas pistas de atletismo. Uma dentro do estádio e uma fora, para aquecimento. No Brasil, só temos o Engenhão com essa estrutura. O caminho mais curto, hoje, seria colocar grama natural no Engenhão, concluiu o presidente da CBAt.
