Ancelotti ignora apelos por Neymar e diz que 'temos de falar dos que estão aqui'

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após o Brasil sofrer o segundo gol da França no amistoso disputado nesta quinta-feira (26), mesmo com um jogador a mais, parte da torcida brasileira presente nas arquibancadas do Gillette Stadium, em Boston, gritou o nome de Neymar.

Sem chamar o camisa 10 do Santos desde que assumiu o comando da equipe, sob a alegação de que ele precisa melhorar fisicamente, o treinador italiano Carlo Ancelotti não quis falar a respeito do coro dos torcedores e preferiu exaltar os jogadores que compõem o grupo presentes na partida.

"Creio que agora temos de falar dos que estão aqui, que jogaram, deram tudo, mostraram a cara. Estou satisfeito e vamos nos preparar para o próximo jogo contra a Croácia", limitou-se a responder Ancelotti, ao ser questionado em entrevista após a partida sobre os gritos pelo atacante santista.

Apesar do revés, o italiano disse que a partida desta quinta-feira reforçou sua convicção em torno da lista de convocados e elogiou o desempenho de nomes que foram chamados por ele pela primeira vez, como os zagueiros Léo Pereira, do Flamengo, e Bremer, da Juventus, e o atacante Igor Thiago, do Brentford.

"Depois desse jogo, estou muito mais confiante, mas acho que para decidir a lista final, não vai ser tão fácil para mim", afirmou o técnico da seleção brasileira. "Há muita concorrência."

A previsão é que a lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo acontece no dia 18 de maio.

Ancelotti disse ainda que o resultado em si da partida "não é a coisa mais importante", embora tenha reconhecido que ele mostre as deficiências e os destaques positivos do time.

"A equipe competiu até o final do jogo, com algumas boas oportunidades, mas faltou um pouco de vigilância para evitar o contra-ataque onde eles marcaram", afirmou o treinador.

Ele acrescentou que, a partir do jogo desta quinta contra a França, avalia que o Brasil é capaz de "competir contra as melhores equipes do mundo, não tenho nenhuma dúvida. Estou convencido que vamos disputar a Copa do Mundo com toda nossa energia."