Defesa intransponível do Flamengo de Jardim desmorona sem Léo Pereira
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Leonardo Jardim passou seus quatro primeiros jogos pelo Flamengo sem sofrer gols. Porém, bastou Léo Pereira deixar a equipe para que a defesa flamenguista desmoronasse.
O zagueiro desfalcou o time justamente nos dois jogos em que o Flamengo foi vazado. No empate por 1 a 1 contra o Corinthians estava suspenso. Já neste domingo (05), na derrota por 3 a 0 para o Red Bull Bragantino, foi poupado por apresentar alto índice de fadiga em função de ter atuado nos dois jogos da seleção brasileira na Data Fifa, contra França e Croácia.
Em ambas as partidas ele foi titular, tendo jogado os 90 minutos tanto na derrota por 2 a 1 para os franceses quanto no triunfo por 3 a 1 sobre os croatas. Agora, o zagueiro vive a expectativa ser convocado para a Copa do Mundo na lista final de Carlo Ancelotti, que sairá no dia 18 de maio.
Léo Pereira foi o jogador de linha do Flamengo que mais atuou na temporada passada e tem sido titular absoluto novamente em 2026. Este ano, soma 12 jogos e um gol, feito de falta na vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo.
Em Bragança, Léo foi substituído por Vitão, ex-Internacional, contratado este ano. O selecionável, porém, volta a ficar à disposição para a partida deste domingo, contra o Santos, no Maracanã.
NÃO PERDIA POR TRÊS GOLS HÁ QUASE DOIS ANOS
O Flamengo não perdia por três gols de diferença há quase dois anos. A última vez que isso havia acontecido foi na goleada sofrida por 4 a 1, no clássico contra o Botafogo, no dia 18 de agosto de 2024, no Nilton Santos.
Em 2026 o time carioca já havia sofrido um 3 a 0 para o Volta Redonda, em janeiro, no Campeonato Carioca. Porém, na ocasião, o time da Gávea entrou em campo com uma equipe integralmente formada por jogadores sub-20.
JARDIM V~E JOGADORES 'ESTÁTICOS' DIANTE DO BRAGANTINO
Leonardo Jardim se mostrou bastante incomodado com o desempenho do Flamengo na derrota. O treinador português avaliou que a equipe não cumpriu com seu modelo de jogo e classificou os jogadores como "extremamente estáticos".
"Nós temos um modelo, uma forma de jogar em que nossos jogadores têm que se colocar à disposição para o jogo. Hoje, principalmente do meio de campo para frente, não fizeram isso. Ficaram muito fixos, muito estáticos e permitiram que o adversário ganhasse os duelos. Nós temos que ter outra capacidade. Com bola, temos que ter a capacidade de agredir o adversário, com jogo entre as linhas", disse Jardim.