Palmeiras vê erro reconhecido pela CBF e nega pedido de punição a árbitros
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Palmeiras divulgou uma nota oficial, na noite desta segunda-feira (11), afirmando que a CBF reconheceu o erro de arbitragem na partida deste domingo (10) contra o Remo. O clube reclama da anulação de um gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs, no empate em 1 a 1 pelo Brasileirão ? na ocasião, a Rafael Rodrigo Klein considerou mão na bola de Flaco López antes de o companheiro balançar as redes.
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A nota cita uma reunião com representantes de clubes da Série A e a Comissão de Arbitragem da CBF. O evento foi realizado nesta segunda-feira (11).
Durante o encontro, profissionais da entidade, segundo o Palmeiras, admitiram a falha no lance do que seria o segundo gol do alviverde. Bruno Fuchs chegou a marcar, mas o lance foi invalidado após revisão no VAR por mão na bola de Flaco López. O fato ocorreu nos acréscimos do segundo tempo.
O alviverde ainda nega que tenha pedido punições à equipe de arbitragem. O clube afirma entender "que todos os profissionais são suscetíveis a falhas" e que o diretor de futebol Anderson Barros apenas cobrou providências para que erros graves não se repitam.
A Palmeiras ainda volta a citar, na nota, o caso do árbitro Ramon Abatti Abel, pedindo "reflexão". O texto recorda que o juiz de São Paulo 2 x 3 Palmeiras, pelo Brasileirão de 2025, foi "penalizado severamente pela CBF e pelo STJD" e critica a adoção de "soluções simplistas" para satisfazer terceiros.
LEIA A NOTA
A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras - representado pelo diretor de futebol Anderson Barros - voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional.