Ancelotti pode ficar perto de recordes na seleção após contrato até 2030
(UOL/FOLHAPRESS) - Com o horizonte definido até a Copa do Mundo de 2030, Carlo Ancelotti não busca apenas o hexacampeonato mundial, mas também a consolidação de seu nome entre os principais técnicos que já sentaram no banco da seleção brasileira. Se cumprir o ciclo completo, o italiano terá marcas que poucos brasileiros alcançaram.
LONGEVIDADE: O TOP 3 ININTERRUPTO
Caso Ancelotti permaneça no cargo até a final do Mundial de 2030 (previsto para 21 de julho), ele somará 1.896 dias de trabalho contínuo. Esse número o colocaria como o terceiro técnico com maior tempo ininterrupto na seleção, superado apenas por Tite e Flávio Costa, comandantes da equipe por mais de seis anos.
DESAFIO DOS JOGOS
Embora a longevidade no calendário seja promissora, avançar no ranking de partidas pela seleção exige uma agenda cheia e sucesso em competições para Ancelotti, que soma apenas dez jogos pelo time pentacampeão mundial. Os históricos Mário Jorge Lobo Zagallo e Carlos Alberto Parreira estiveram à frente do time brasileiro em mais de 100 apresentações e lideram a lista.
O 'CLUBE DOS MUNDIAIS'
Se comandar o Brasil em mais de uma Copa, Ancelotti entrará para um grupo seletíssimo. Apenas seis treinadores tiveram o privilégio de guiar a seleção em múltiplos Mundiais. O recordista absoluto é Zagallo, com três participações (1970, 1974 e 1978).
Ancelotti se juntaria a nomes como Parreira (1994 e 2006), Luiz Felipe Scolari (2002 e 2014), Telê Santana (1982 e 1986), Tite (2018 e 2022) e Vicente Feola (1958 e 1966).
COBRANÇAS NA SELEÇÃO
Apesar da renovação antecipada com um salário de R$ 5 milhões mensais, Ancelotti não estará ileso à pressão do futebol brasileiro. O desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 ou em competições posteriores certamente irá influenciar decisivamente na caminhada do técnico rumo às expressivas marcas.