Ex-árbitros analisam lance polêmico em Palmeiras x Chapecoense
(UOL/FOLHAPRESS) - O UOL ouviu as opiniões de ex-árbitros sobre o gol anulado da Chapecoense na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, neste domingo (31), no Allianz Parque, em jogo válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.
No lance, aos 49 minutos do segundo tempo, Jean Carlos mandou a bola para a área e, após disputa entre Bolasie e Bruno Fuchs, Ítalo aproveitou a sobra e mandou para as redes ?em outra disputa, Neto Pessoa colocou as mãos nas costas de Murilo, que caiu na jogada.
O árbitro Felipe Fernandes de Lima validou o gol, assim como o VAR, comandado por Antonio Lima Cordeiro. Entretanto, após reclamação dos jogadores do Palmeiras, o juiz pediu para rever a jogada e anulou o tento, alegando que Murilo tinha possibilidade de afastar a bola.
EX-ÁRBITROS OPINAM
"Eu acho que é falta, porque determinaram que o árbitro tem que julgar se o empurrão nas costas é suficiente para derrubar o jogador ou não. Se há um empurrão nas costas, não existe igualdade de disputa. Então para mim, já é falta. A questão é: se ele marcou gol no campo e o VAR confirmou o gol, ele só foi ao VAR porque o Palmeiras se recusou a dar a saída de jogo. Ele cedeu à pressão do Palmeiras para verificar no VAR, porque o VAR tinha confirmado o gol como legal", afirma Alfredo Loebeling, ex-árbitro.
"Vejo o jogador da Chapecoense colocar as mãos nas costas de Murilo como referência. Não vejo que o empurrão justifique a queda do Murilo, o defensor valoriza o contato. O gol deveria ser validado", afirma a ex-árbitra Ana Paula Oliveira.
"Para mim, gol legal, não aconteceu a falta assinalada, houve contato em jogada normal. Gol muito mal anulado", diz Ulisses Tavares.
O ÁUDIO DO VAR
Árbitro: "Eu vejo um empurrão nas costas do Murilo mas, para mim, a bola não está na disputa dele, não poderia pegar essa bola".
VAR: "É exatamente o que você narrou, tem um empurrão nas costas do jogador, mas a bola não chegaria para ele".
Árbitro: "Para mim, ele não está na disputa".
Após reclamações dos palmeirenses, Felipe Fernandes de Lima mudou de ideia.
Árbitro: "Eu estou indo lá, porque eu pedi para ir ver. Para mim, essa falta tem impacto, a bola estava em jogo, tira a possibilidade do defensor disputar a bola. O gol vai ser anulado com reinício de tiro livre direto a favor da defesa".
PÊNALTI PERDIDO NO FIM
Depois do gol anulado, a Chape teve outra grande chance para empatar. Aos 57 minutos, Bolasie finalizou, e Marcelo Lomba espalmou. No rebote, Khellven tentou afastar, mas acabou acertando Neto Pessoa em cima da linha da área.
De início, o árbitro deu apenas falta, mas assinalou o pênalti após revisão. Na cobrança, Bolasie mandou no travessão e sacramentou a derrota da Chapecoense.
"Para mim, é pênalti. O árbitro estava tão confuso no jogo, que ele demorou muito na decisão e estava se convencendo. Demorou muito e acabou sendo convencido de um pênalti que, para mim, é claro", afirma Alfredo Loebeling.
"A marcação do tiro penal foi correta. O atacante chega primeiro na bola, e o defensor, de forma imprudente, o toca dentro da área penal", diz Ana Paula Oliveira.
"O pênalti aconteceu, pois o atleta do Palmeiras, de maneira brusca e imprudente, atinge o adversário", afirma Ulisses Tavares.
O ÁUDIO DO VAR
VAR: "O atacante toca a bola, o defensor chega atrasado na disputa e propõe o contato, atingindo a perna do atacante".
Árbitro: "O jogador vai chutar a bola e só chuta o atacante dentro da área. A minha decisão é que entendo como uma falta imprudente, dentro da área. Meu reinício vai ser com tiro livre de penal para a equipe da Chapecoense, sem cartão".