Possível rival do Brasil no mata-mata, Japão atropela a Tunísia no jogo mil de Copas

Por CLAUDINEI QUEIROZ

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um jogo em que mostrou maior qualidade técnica e um ataque envolvente e eficiente, o Japão atropelou a Tunísia por 4 a 0 na madrugada deste domingo (21) no estádio BBVA, em Monterrey (México), em confronto válido pelo Grupo F da Copa do Mundo.

Com o resultado, o Japão assume a segunda colocação do grupo, com 4 pontos, os mesmos da líder Holanda, mas perde nos gols marcados (7 a 6). Já a Tunísia amarga a lanterna, zerada, e está eliminada. A Suécia é a terceira, com 3 pontos.

Clique aqui e entre no grupo Folhastats Na próxima rodada, os japoneses enfrentarão os suecos enquanto os holandeses pegarão os tunisianos, ambos às 20h (de Brasília) da quinta-feira (25).

Se o Brasil ficar em primeiro no Grupo C e o Japão confirmar a segunda posição no F, os dois países se enfrentarão na fase de 32 seleções, a primeira do mata-mata. Caso os asiáticos percam o próximo jogo, os adversários serão, nesse cenário, os suecos ou os holandeses.

Além do placar elástico, o duelo também vai ficar marcado por ser o jogo de número mil na história das Copas, segundo os dados da Fifa.

A disputa começou com pressão total do Japão, que teve cinco chances de gol nos primeiros 9 minutos.

Logo no primeiro lance, Ueda dominou na área e caiu ao receber a marcação de Skhiri. O árbitro romeno István Kovács esperou a conferência do VAR, mas depois mandou o jogo seguir.

Confira as estatísticas de Tunísia x Japão Acesse aqui todas as estatísticas do Comparador de Jogadores Compare a performance das seleções até aqui Veja o top 10 da Copa Aos 3min saiu o primeiro gol. Em ataque pela esquerda, Nakamura recebeu na área, driblou o marcador e cruzou rasteiro para Kamada completar na pequena área.

Aos 5min e aos 8min, a seleção asiática chegou novamente com perigo ao gol de Dahmen. E aos 9min o segundo gol não saiu por milímetros.

Ueda chutou rasteiro da entrada da área, e o goleiro caiu e salvou quando a bola pareceu ter claramente cruzado a linha da meta, mas o VAR mostrou a imagem digitalizada por inteligência artificial indicando que a bola estava milímetros em cima da linha. Portanto, não foi gol.

Com mais esse susto, a Tunísia esboçou uma pequena pressão, mas não conseguiu superar a bem posicionada defesa nipônica.

O Japão, por outro lado, manteve o toque de bola envolvente e chegou ao segundo gol aos 30min, com Ueda. Ele recebeu na intermediária, foi avançando, sem a marcação pressionar, e chutou da entrada da área, cruzado, no canto direito de Dahmen.

A eficiência japonesa pode ser confirmada nas estatísticas do primeiro tempo. A seleção deu cinco chutes a gol: três atingiram a meta e dois foram para a rede. Já a Tunísia chutou apenas duas vezes, sem atingir o gol.

No segundo tempo, o técnico da Tunísia, Hervé Renard, adiantou a marcação de sua seleção e conseguiu equilibrar as ações e pressionar um pouco a defesa rival, mas ainda sem levar real perigo ao goleiro Zion Suzuki.

Como do outro lado a equipe japonesa possuía muito mais qualidade, chegou ao terceiro gol aos 23min, com Junya Ito.

Em boa trama no meio, Tanaka lançou na intermediária para Ayase Ueda, que tocou de primeira, por elevação, para Ito. Ele entrou na grande área e tocou na saída do goleiro para ampliar o placar.

Mapa de calor do Japão mostra que a seleção asiática atua mais pelas alas do campo, além de tocar muito a bola na intermediária até encontrar o momento de atacar o rival Opta Mapa de calor mostra concentração de ações em diferentes áreas de um campo de futebol. Áreas com maior intensidade aparecem em vermelho e amarelo, principalmente próximo à grande área inferior e no meio-campo superior. Áreas em azul indicam menor atividade. Imagem pequena **** Com as substituições em ambas as seleções, o jogo perdeu dinâmica no fim, e o Japão só administrou até o apito final do árbitro.

Em todo o confronto, os japoneses chutaram 11 vezes, sendo que 5 foram ao gol, marcando 4 gols. Os tunisianos, por sua vez, chutaram apenas 2 vezes e não acertaram o gol rival.

O embate também marcou a estreia do francês Hervé Renard no comando da Tunísia, substituindo o compatriota Sabri Lamouchi, demitido após a goleada por 5 a 1 sofrida na estreia ante a Suécia.

Esta é a quarta edição de Mundiais em que Renard trabalha. Ele comandou a Arábia Saudita na surpreendente vitória contra a Argentina, que viria a ser campeã, na Copa do Mundo de 2022 no Qatar, e depois treinou a seleção feminina da França.