Exame confirma lesão de Paquetá, e Ancelotti perde titular da seleção na Copa
TEXAS, EUA (FOLHAPRESS) - Lucas Paquetá foi submetido na manhã de terça-feira (30) a exames de imagem que confirmaram uma lesão muscular na região posterior da coxa esquerda. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não especificou a gravidade do problema, mas existe a percepção interna de que o meio-campista não voltará a atuar pelo Brasil nesta Copa do Mundo.
De acordo com o comunicado da confederação, "o jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da seleção brasileira, visando sua recuperação e seu retorno às atividades no menor tempo possível". É certo que ele não estará em campo contra a Noruega, pelas oitavas de final, no domingo (5).
O camisa 20 sentiu a lesão no primeiro tempo do confronto com o Japão, na última segunda (29). Acusou a dor minutos antes do intervalo, mas permaneceu na partida, o que pode ter agravado a situação. Pouco depois, teve de deixar o gramado do NRG Stadium, em Houston, amparado por Neymar e Endrick.
Como fez com Raphinha, que sofreu lesão na coxa direita no triunfo sobre o Haiti, no último dia 19, a CBF foi deliberadamente vaga em sua nota oficial. O atacante ficou fora dos embates com Escócia e Japão e ainda está em tratamento na tentativa de ficar à disposição para o duelo do fim de semana.
No caso de Paquetá, o temor é que não haja tempo. A escolha inicial foi não cortar o atleta do grupo, na esperança de que ele em algum momento da competição reúna condições de jogo. Para haver alguma chance, de acordo com as indicações que partem da concentração verde-amarela, em Nova Jersey, o Brasil teria de avançar até a final.
O caminho à decisão, porém, é longo, e Carlo Ancelotti agora tem a tarefa urgente de acertar o time verde-amarelo. O técnico havia encontrado alguma estabilidade com o carioca no meio-campo, participando da articulação, e terá de buscar uma alternativa para a sequência da competição nos Estados Unidos.
Contra o Japão, quando titular se lesionou, o italiano acionou o atacante Endrick. Com o Brasil em desvantagem, a opção foi por um homem de área, o que deixou Vinicius Junior mais aberto pela esquerda. Deu certo na vitória de virada por 2 a 1, porém em circunstâncias bem específicas no meio de uma partida de mata-mata.
"Sim, podemos jogar dessa maneira", disse o comandante, pouco após o apito final, ainda sem ciência da situação de Paquetá.
Existem outras opções. Uma delas é a entrada do volante Danilo Santos, que é mais capacitado para defender do que o titular, embora tenha características bem diferentes com a bola no pé. Outra possibilidade é dar ao atacante Martinelli uma função de armação, pela meia esquerda, como ele foi utilizado diante dos japoneses.
Há até quem acredite na presença de Neymar ao lado de Vinicius Junior na frente. Nesse caso, Matheus Cunha ganharia as responsabilidades defensivas que vinham sendo de Paquetá, fechando a segunda linha de marcadores pelo lado esquerdo. Parece bem improvável, porém, que Ancelotti escale um jogador que tem pouco mais de 15 minutos em campo nesta Copa.
Seja qual for a escolha, o técnico procurará fazer os ajustes necessários a partir de quinta-feira (2). Após o treino de terça ?com descanso aos titulares e apenas reservas de chuteira no gramado do CT de Columbia Park, em Morristown?, os atletas ganharam folga. Eles se reapresentarão no fim da tarde de quarta (1º), no hotel que serve de base para a seleção, em Basking Ridge.
O comandante terá, então, três treinamentos para buscar a formação a ser usada na partida de domingo, no MetLife Stadium, em East Rutherford. Ele espera que a atuação seja bem melhor do que a da estreia, no mesmo local, um empate por 1 a 1 com Marrocos. De lá para cá, o time foi bem alterado. E, agora, terá ao menos mais uma modificação.