Oito presos políticos foram soltos na Venezuela, diz ONG
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos oito presos políticos foram soltos na Venezuela, segundo o balanço mais recente da ONG Foro Penal desta sexta-feira (9). A organização ainda não divulgou a identidade de todos.
Até a manhã desta sexta havia sido confirmada a saída da renomada ativista Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024. Outro libertado foi o ex-candidato à Presidência da Venezuela Enrique Márquez, preso após se denunciar irregularidades nas eleições de 2024, que deram um terceiro mandato a Nicolás Maduro apesar de diversas evidências de fraude.
Se somam à lista os opositores do regime chavista Biagio Pilieri e Larry Osorio Chía.
O número de libertados ainda é baixo comparado ao total de pessoas ainda presas como parte da política de perseguição da ditadura de Maduro. A Foro Penal estimava, antes das solturas recentes, em 806 os presos por motivos políticos na Venezuela. Ou seja, nem 1% deles foi solto.
O número de detidos, inclusive, pode ser ainda maior -a organização venezuelana Justiça, Encontro e Perdão, por exemplo, contabilizou mais de mil presos políticos no país em novembro do ano passado.
Nos últimos anos, a ditadura chavista realizou prisões arbitrárias em que opositores eram detidos sob acusações de terrorismo, conspiração e traição à pátria.
O regime, sob liderança interina de Delcy Rodríguez, anunciou na quinta (8) que soltaria presos, sem dar detalhes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta que suspendeu novos ataques contra a Venezuela. "A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de que está buscando a paz", afirmou o republicano em um post na rede social Truth. "Por essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques prevista."
Ele disse ainda que Washington e Caracas estão "trabalhando bem juntos". "Em razão dessa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques que era anteriormente esperada, a qual tudo indica não será necessária", completou.
A mobilização militar na região, porém, deve continuar, já que Trump afirmou que os navios de guerra enviados ao mar do Caribe permaneceram onde estão para garantir "ordem e proteção".
