Venezuela liberta preso político do partido de Maria Corina; total vai a 10
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O partido Vente Venezuela informou na manhã deste sábado (10) que mais um preso político foi libertado em Caracas. Agora, são 10 prisioneiros soltos ao total.
O jovem político e médico Virgilio Valverde, 24, foi libertado hoje. Ele é coordenador da juventude do partido Vente Venezuela, a mesma legenda da líder de oposição María Corina Machado - também ganhadora do Nobel da Paz.
A libertação foi confirmada pelo Comitê de Direitos Humanos da legenda. "Ele nunca deveria ter estado atrás das grades", falou a direção em comunicado publicado nas redes sociais.
Virgilio estava preso há 1 ano e quatro meses. Ele foi capturado em sua casa, em agosto de 2024, acusado de terrorismo e incitação ao ódio, como parte das prisões que ocorreram após o anúncio do resultado das eleições presidenciais de julho daquele ano.
Devido à prisão, Virgilio não pôde comparecer em sua formatura de especialização como médico-cirurgião. Segundo o portal de notícias Correo del Caroní, os colegas de turma da Universidade de Oriente colocaram fotografias do jovem durante a cerimônia, enquanto seus pais também compareceram para a entrega do diploma.
Após a soltura, a ONG Realidad Helicoide afirmou que as liberações "não são um favor". "São uma obrigação do Estado diante de crimes que nunca deveriam ter acontecido", escreveu.
O Foro Penal, grupo local de direitos humanos, estima que 810 pessoas permanecem presas. Destes, 87 seriam presos políticos de outras nacionalidades, de acordo com Gonzalo Himiob, vice-presidente da organização. Em publicação nas redes sociais, ele incentivou que os ministérios das relações exteriores de cada país exijam a libertação imediata de seus nacionais.
VENEZUELA SOLTOU 10 PRESOS ATÉ O MOMENTO
A Venezuela começou as liberações com prisioneiros espanhóis, da ativista Rocio San Miguel e de um ex-candidato à presidência. Além da ativista, os outros foram identificados como Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe.
As autoridades liberaram ainda Enrique Márquez, ex-candidato à presidência e ex-reitor do Conselho Nacional Eleitoral. O homem havia sido detido em 7 de janeiro de 2025, após pedir publicamente que fossem divulgados registros da votação da eleição presidencial venezuelana de julho de 2024.
Ex-deputado e jornalista Biagio Pilieri também foi solto. O homem é líder da oposição e ficou cerca de 16 meses em prisão preventiva. Ele havia sido preso durante um processo eleitoral em Caracas em agosto de 2024, informou o New York Times, a partir do relato do Sindicato Nacional da Imprensa Venezuelana.
Italiano também foi solto. Luigi Gasperin, empresário de 77 anos, estava preso desde 7 de agosto de 2025. Ele era acusado de posse, transporte e uso de materiais explosivos nas instalações de uma empresa da qual era acionista majoritário e presidente, segundo a agência ANSA.
Última liberação de ontem havia sido na madrugada de sexta-feira. Trata-se de Larry Osorio Chía, da organização FundaRedes, que estava preso desde agosto de 2021. Em uma publicação, a instituição afirma que aguarda pela liberação do diretor Javier Tarazona, também em cárcere.
