Trump diz que gosta de Lula após brasileiro criticar americano

Por ISABELLA MENON

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, durante entrevista a jornalistas na tarde desta terça-feira (20), afirmou que quer que o presidente Lula (PT) desempenhe um grande papel no Conselho de Paz e que gosta do brasileiro.

O republicano respondeu a pergunta da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo. A declaração acontece horas depois do brasileiro ter criticado Trump e afirmado que ele quer "governar o mundo pelo Twitter".

"Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ali da coisa que ele falou".

"Vocês acham que é possível, gente?", continuou o petista. "É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos e não um ser humano?"

O Brasil ainda não respondeu se deve aceitar o convite para participar do conselho. Como a Folha mostrou, existe uma preocupação de que o objetivo de Trum com este novo órgão seria esvaziar a ONU. Ele foi questionado sobre isso, afirmou que gosta muito do órgão, mas que não tem ajudado muito nas negociações de guerras.

A entrevista acontece no dia em que Trump completa um ano à frente da Casa Branca e em meio a escala de tensões com a Europa. Questionado quão longe ele está disposto a ir para conquistar a Groenlândia, ele afirmou: "Vocês vão descobrir".

O presidente falou sobre sua relação com o presidente da França, Emmanuel Macron e Keir Starmer, após criticá-los pelo Truth Social. "Eu me dou bem com ele. Eles sempre me trataram bem. Eles ficam um pouco agitados quando eu não estou por perto."

No dia em que completa um ano de volta à presidência, Trump anunciou de surpresa que ele próprio falaria com jornalistas na Casa Branca. Pela agenda oficial, a entrevista a jornalistas desta terça-feira (20) seria conduzida pela porta-voz Karoline Leavitt. Poucos minutos antes do início do evento, no entanto, a imprensa foi informada de que o republicano assumiria as respostas.