Arquivos expõem como elite global circulou ao redor de Epstein; veja vídeo
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bilionários, príncipes e presidentes estão citados dezenas, centenas e até milhares de vezes nos mais de 3 milhões de arquivos reunidos na investigação do caso de Jeffrey Epstein divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no último dia 30 de janeiro.
Os documentos mostram que, mesmo depois de condenado em 2008 por crimes sexuais contra meninas, Epstein continuou cercado por algumas das pessoas mais poderosas do mundo.
Nos documentos aparecem nomes como Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton, os magnatas da tecnologia Bill Gates e Elon Musk, o ideólogo da ultradireita Steve Bannon e o príncipe Andrew, do Reino Unido -- além de políticos, CEOs, celebridades e membros da realeza europeia.
Estar citado nos arquivos não significa ter cometido crime. Mas significa ter circulado no entorno de Epstein. Os registros mostram encontros, viagens em seu jatinho, festas, negócios e favores.
Epstein era um financista que acumulou fortuna e uma rede de influência junto à elite global.
Preso em 2008, fez um acordo judicial e deixou a prisão após 13 meses, registrado num sistema federal de agressores sexuais.
Em 2019, no primeiro governo Trump, voltou a ser preso, acusado de exploração sexual e tráfico de meninas. Morreu semanas depois na prisão. A morte foi considerada suicídio, mas gerou dúvidas e ampliou o alcance do escândalo.
Mensagens, fotos e vídeos reunidos na investigação trazem indícios sinistros de abuso, pedofilia e tráfico humano. Há também a suspeita de que Epstein registrava imagens comprometedoras envolvendo homens poderosos e meninas exploradas para futuras chantagens. Isso ajudaria a explicar o silêncio e a proteção que o cercaram até a sua morte.
Sobreviventes afirmam que, na divulgação dos documentos, o Departamento de Justiça ocultou nomes de abusadores influentes, enquanto manteve visíveis dados pessoais e detalhes íntimos das vítimas -- o que, segundo elas, reforça a impunidade e provoca nova violência.
O Brasil também aparece nos arquivos, seja em um CPF ativo do criminoso, seja em trocas de e-mails que indicam interesse de Epstein em adquirir uma agência de modelos no país para facilitar seu acesso a garotas brasileiras.
Na Europa, o caso já derrubou diplomatas e ministros. Nos Estados Unidos, o impacto político ainda está em andamento, e as consequências são incertas.
