Estamos discutindo tomada amigável de Cuba, diz Trump

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na sexta-feira (27) uma "aquisição amigável" de Cuba. "Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Mas estão conversando conosco e talvez façamos uma aquisição amigável de Cuba", disse Trump a repórteres.

O tom vai de encontro à fala, nesta quinta-feira (26), do líder cubano Miguel Díaz-Canel, que afirmou que a ilha caribenha se defenderá de "qualquer agressão terrorista".

Díaz-Canel se pronunciou após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado americano da Flórida terminar com quatro mortos e seis feridos na quarta (25).

"Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional", escreveu ele no X.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se pronunciou na rede social. "Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais."

O incidente com o barco pode deteriorar ainda mais a relação entre os dois países, que vinha piorando desde que Washington capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro. Caracas interrompeu a entrega de petróleo a Cuba, levando o país a uma grave escassez de combustíveis.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou ter ordenado a abertura de uma investigação em conjunto com outros órgãos, e o congressista cubano-americano Carlos A. Giménez exigiu "uma investigação imediata sobre esse massacre".

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo sua nacionalidade. "Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar", afirmou.