Suprema Corte de Israel suspende ordem que encerraria operações de ONGs em Gaza

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Suprema Corte de Israel suspendeu nesta sexta-feira (27) uma medida que encerraria operações de 37 ONGs humanitárias estrangeiras no país e nos territórios palestinos controlados por Tel Aviv. As organizações estavam ameaçadas de ter que deixar a Faixa de Gaza e a Cisjordânia neste fim de semana, após se recusarem a cumprir as exigências do governo israelense para que pudessem permanecer.

A Corte havia sido acionada nesta semana por uma coalizão representando várias dessas ONGs. O consórcio solicitava a suspensão liminar da aplicação dessa medida enquanto aguardava uma análise judicial completa.

"Sem tomar qualquer posição, uma ordem provisória temporária é emitida por este meio", afirmou a corte em uma decisão que responde a uma petição das organizações internacionais, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Oxfam, que buscam reverter a proibição após o governo de Israel revogar seu status no país.

Entre as exigências de Israel, estava o compartilhamento da lista de nomes e informações de contato de todos os funcionários. No entanto, os grupos de ajuda afirmam que compartilhar esses dados seria um risco à segurança, visto que centenas de trabalhadores foram mortos ou feridos durante a guerra em Gaza.

O Estado de Israel disse que as exigências tinham como objetivo evitar o desvio de ajuda por grupos terroristas palestinos, segundo a imprensa local.

A ONU, a União Europeia e outros atores internacionais criticaram essa decisão de Israel, que havia dado às ONGs até a meia-noite de 31 de dezembro de 2025 para se adequarem às novas exigências.