Presidente do Irã diz que país não ficar em silêncio diante de ataques a civis
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira (2) que o país "não permanecerá em silêncio" após órgãos como o Crescente Vermelho terem relatado ataques dos Estados Unidos e de Israel que atingiram infraestruturas civis. O Crescente Vermelho é a versão árabe da Cruz Vermelha.
"Ataques a hospitais atingem a própria vida. Ataques a escolas miram o futuro de uma nação. Atacar pacientes e crianças viola flagrantemente os princípios humanitários", escreveu Pezeshkian na rede social X. "O mundo deve condenar isso. Estou ao lado da minha nação enlutada. O Irã não permanecerá em silêncio nem cederá diante desses crimes", completou.
O Crescente Vermelho informou que 153 pessoas morreram depois que uma bomba atingiu a escola Shajre Tayyiba na manhã de sábado (28). No Irã, a semana escolar começa no sábado e se estende até quinta-feira.
Autoridades locais afirmam que a escola primária teria 170 alunos no turno da manhã. As Forças de Defesa de Israel dizem desconhecer operações nessa região.
O número total de mortos, segundo estimou a organização nesta segunda, chega a 555 pessoas.
A mídia estatal iraniana veiculou neste domingo (1º) vídeos do Hospital Gandhi, no norte de Teerã, danificado por projéteis. O diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, afirmou que o órgão está "trabalhando para verificar o incidente".
"Mas isso serve como lembrete de que todos os esforços devem ser empreendidos para impedir que instalações de saúde sejam envolvidas no conflito", escreveu Adhanom nas redes sociais. "Instalações de saúde são protegidas pela lei internacional humanitária."
