Drone iraniano atinge escritório da CIA na Arábia Saudita, diz jornal
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um drone iraniano atingiu nesta terça-feira (03) o escritório da CIA, a agência de espionagem americana, instalado em Riad, na Arábia Saudita, segundo informações do jornal The Washington Post.
Dois drones atingiram o complexo da embaixada dos EUA na capital saudita. Um deles acertou a estação da CIA, de acordo com fontes ouvidas pela publicação. Não há informações sobre feridos. A agência de inteligência dos EUA não comentou o assunto oficialmente.
Ataque à embaixada americana provocou danos estruturais. Parte do teto desabou, e fumaça dentro do prédio também foi vista. A embaixada emitiu um aviso para que cidadãos americanos no país busquem abrigo imediatamente.
Embaixada dos EUA no Kuwait também foi atingida. Uma área ao lado do Consulado dos Estados Unidos em Dubai também foi alvo de drone supostamente iraniano na tarde de hoje. Não há relatos sobre vítimas.
CAPACIDADE MILITAR DO IRÃ
País desenvolveu mísseis com alcances que variam de 300 a mais de 2.000 quilômetros. Isso significa que forças militares iranianas seriam capazes de atingir diversas bases americanas no Oriente Médio, além do território israelense -algo que já ocorreu em junho passado.
Especialistas, no entanto, acreditam em poder limitado de reação. Para Guillaume Ancel, ex-militar e especialista em operações de guerra, os iranianos dispõem de capacidades de retaliação bastante limitadas.
"O fato de os bombardeios terem começado durante o dia é prova suficiente. Isso significa que o regime não possui um sistema de defesa aérea capaz de interceptar esses ataques com eficácia. O Irã lançou mísseis contra Israel e outros alvos, mas esses ataques eram esperados. Israel possui um sistema de defesa civil e antimíssil muito eficaz, o que significa que os danos provavelmente serão limitados", afirmou Ancel.
ATAQUE E CONTRA-ATAQUE NA GUERRA
EUA atacaram pelo menos 1.700 alvos apenas nos primeiros três dias de guerra contra o Irã. Os números foram divulgados pela Centcom (Central de Comando dos Estados Unidos).
Alvos incluem o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica. Centros de comando e controle, locais de mísseis balísticos, navios da marinha e capacidades de comunicação iraniana também foram atingidos.
Operação iniciou na madrugada do dia 28 de fevereiro. Os recursos militares pelos EUA, segundo a Centcom, incluem bombardeiros B-1, caças F-16, porta-aviões de propulsão nuclear e destróieres de mísseis guiados.
Departamento também diz que regime iraniano não possui navios no Golfo de Omã. Antes do início da guerra, os americanos também afirmam que havia 11 deles na região.
