Guerra com o Irã serve de lembrete de que Trump 'não blefa', diz secretária

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (4) que os ataques autorizados pelo presidente Donald Trump contra o Irã são a prova mais significativa até o momento de que ele "não está blefando".

Leavitt citou que Trump não deve ser comparado a outros presidentes. "Os terroristas apostaram que o presidente Trump seria como muitos de seus antecessores, que ele apenas falaria e se recusaria a impor suas linhas vermelhas claras, mas isso provou ser um erro de julgamento catastrófico", disse.

Ela classificou a guerra contra o Irã como um "sucesso estrondoso". "Quando o presidente Trump faz uma ameaça - e eu reiterei essa ameaça muitas vezes deste pódio para todos vocês ao longo do último ano - o residente Trump não blefa", acrescentou. As declarações de Leavitt foram feitas hoje durante uma entrevista coletiva.

A secretária de imprensa declarou que o Irã "recusou-se a dizer sim à paz". Ela detalhou que essa recusa deixou claro que a prioridade número um do país era construir uma arma nuclear para ameaçar os Estados Unidos. O governo iraniano nega as informações. "O Irã rejeitou o caminho da paz porque os terroristas que comandam esse regime queriam construir armas nucleares para usar contra os americanos e nossos aliados", afirmou.

A representante da Casa Branca declarou que o regime iraniano está sendo "completamente esmagado" pela guerra. Questionado se Trump acredita que os americanos apoiam a guerra com o Irã, Leavitt responde: "Acho que sim". "Este é um regime terrorista desonesto que vem ameaçando os Estados Unidos, nossos aliados e nosso povo há 47 anos", acrescentou.

A presença de tropas americanas em solo iraniano "não faz parte do plano desta operação neste momento", continuou. "Essas opções não fazem parte do plano para esta operação neste momento, mas certamente eu jamais retirarei as opções militares em nome do presidente dos Estados Unidos ou do comandante-em-chefe, e ele, sabiamente, não faz o mesmo por si próprio", disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt.

Temos que esperar para ver quem será o próximo líder supremo do Irã, disse a secretária. Leavitt ressaltou, no entanto, que o governo recebeu relatos de que o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei , Mojtaba, poderia assumir o cargo. "Nós também vimos esses relatórios, é claro, e isso é algo que nossas agências de inteligência estão monitorando e analisando de perto. A verdade é que teremos que esperar para ver.

ESPANHA CONCORDOU EM COOPERAR COM AS FORÇAS ARMADAS DOS EUA

Leavitt afirmou que a Espanha concordou em cooperar com as forças armadas dos EUA. Ontem, Trump ameaçou suspender todas as relações comerciais com a Espanha, depois que o país proibiu os EUA de usar suas bases militares como parte de sua operação no Irã.

Agora, diz Leavitt, a Espanha ouviu a mensagem de Trump "alto e claro". Ela acrescenta que o presidente americano espera que todos os aliados europeus cooperem com a operação.

ESPAÇO AÉREO DO IRÃ PODE SER DOMINADO NAS PRÓXIMAS HORAS

Karoline Leavitt ressaltou que os Estados Unidos terão "domínio completo e total" sobre o espaço aéreo iraniano nas próximas horas. "Esperamos ter domínio completo e total sobre o espaço aéreo iraniano nas próximas horas, liberando os céus para que nossos bravos guerreiros continuem a alcançar esses nobres e almejados objetivos".

Tomada do espaço aéreo começou ontem, no quarto dia de ataques dos EUA contra o Irã. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Heghseth, afirmou que o intuito dos EUA é ter o controle de todos os mísseis e materiais balísticos que possam circular no território do país.

O número de mortos por ataques desde o sábado chegou hoje a 1.045, segundo o próprio governo do Irã. A conta inclui o líder supremo do país, Ali Khamenei, que será velado em um funeral de Estado.

As Forças Armadas dos EUA destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atacaram quase 2.000 alvos no Irã. A informação foi repassada pelo comandante do Comando Central dos EUA ontem.

Mais de 50.000 soldados, 200 caças, dois porta-aviões e bombardeiros dos Estados Unidos estão participando dos combates contra o Irã. De acordo com Cooper, os ataques prosseguem com "ataques 24 horas por dia, 7 dias por semana, contra o Irã, desde o fundo do mar até o espaço e o ciberespaço".

O Irã continua com ataques retaliatórios contra países vizinhos no Oriente Médio. As Forças Armadas dos EUA afirmam que "os disparos de mísseis balísticos táticos do Irã diminuíram 86% em relação ao primeiro dia de combates, com uma redução de 23% apenas nas últimas 24 horas".