Petro acusa Equador de bombardear região de fronteira na Colômbia
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Gustavo Petro, presidente da Colômbia, acusa o Equador de bombardear uma área do lado colombiano perto da fronteira entre os dois países.
Petro disse que uma bomba lançada de avião foi encontrada na região de fronteira e que o artefato ainda está ativo no local. A declaração foi feita durante uma reunião gravada com ministros, nesta segunda-feira (16), em que ele tratava de temas ligados à reforma agrária.
O presidente afirmou que existe um vídeo sobre o caso e que acredita que o material deve ser divulgado. "Temos que tomar as decisões cabíveis", disse Petro, no encontro com ministros.
Petro sustentou que o suposto bombardeio não teria partido de grupos armados nem das forças oficiais colombianas. "Reforçando um pouco minha suspeita, mas é preciso investigar bem, de que estão nos bombardeando a partir do Equador, e não são os grupos armados", afirmou.
O colombiano disse ver algo "estranho" na situação e afirmou que pediu a Donald Trump, presidente dos EUA, que ligue para Daniel Noboa, presidente do Equador. "Nós não queremos guerra", declarou Petro.
Petro afirmou que abriu uma investigação e cobrou respeito à soberania do país. "Ameaça após ameaça. Conseguimos tirar a Colômbia disso, já estavam caindo no país vizinho, mas também não temos por que ser bombardeados com armas menores. Menores do ponto de vista de um míssil, mas a soberania nacional deve ser respeitada. Então, depois da investigação técnica, para saber exatamente.", disse.
O QUE PETRO DISSE SOBRE O RISCO DE ESCALADA
Ao comentar o cenário internacional, Petro afirmou que a disseminação de armamentos aumenta o risco para o mundo. "Tenho orgulho de ter tirado a Colômbia do perigo dos mísseis. Mas eles estão caindo por todo o mundo agora. É uma era de mísseis, uma ameaça à humanidade.", afirmou durante a reunião.
