Ataque do Irã mata ao menos quatro pessoas em Haifa, no norte de Israel
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os serviços de resgate de Israel informaram nesta segunda-feira (6) que encontraram os corpos de quatro pessoas que estavam desaparecidas sob os escombros de um edifício residencial na cidade de Haifa, no norte do país, atingido por um míssil iraniano na véspera.
A identidade das vítimas não foi divulgada. Outras quatro pessoas foram feridas, incluindo um bebê de dez meses. A maioria dos moradores havia se abrigado no bunker do prédio e não se feriu, segundo os serviços de resgate.
De acordo com a imprensa israelense, investigações do Exército e da polícia apontam que a ogiva do míssil balístico não explodiu ao atingir o local. Caso tivesse, os danos provavelmente teriam sido muito maiores, destruindo o edifício inteiro.
O impacto causou o colapso de vários andares do prédio, mas não houve danos significativos às casas próximas. Ainda segundo jornais locais, uma investigação da Força Aérea concluiu que o míssil não foi interceptado pelos sistemas de segurança israelenses porque o projétil se fragmentou e sua trajetória prevista mudou.
Uma parte do míssil, aparentemente a ogiva, caiu então sobre o prédio residencial, causando o desabamento parcial.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou que planeja acelerar a produção de interceptadores de mísseis Arrow. Após ser questionado sobre os estoques do armamento, o chefe da pasta, Israel Katz, disse que "Israel possui interceptadores suficientes para proteger seus cidadãos".
Nesta segunda, Tel Aviv matou o general Majid Khademi, chefe de inteligência da poderosa Guarda Revolucionária, principal ente do governo islâmico do Irã.