Irã se recusa a participar de nova rodada de negociações com EUA
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Irã nega ter concordado em participar de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos pelo cessar-fogo no Oriente Médio, segundo a Irna, agência de notícias da República Islâmica.
Irã se recusa a participar de novas negociações com os Estados Unidos. Teerã afirma que a notícia sobre uma nova rodada de conversas não é verdadeira e representa apenas uma "uma jogada midiática e parte de uma estratégia para pressionar o Irã".
Teerã afirma que a recusa é motivada por "exigências excessivas" dos EUA. Além disso, cita as movimentações com "expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição e contradições repetidas e bloqueio aos portos iranianos, considerados uma violação do cessar-fogo".
Anúncio das conversas foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em publicação no Truth Social, ele declarou que os negociadores norte-americanos estão a caminho do Afeganistão para celebrar um acordo de cessar-fogo "muito justo e razoável".
Trump promete ampliar ataques caso o acordo dos EUA não seja aceito. "Se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", escreveu o republicano. Ele avalia que a recusa vai obrigar o Irã a "ceder rapidamente".
"É hora de acabar com a máquina de matar do Irã", disse Trump.
DIVERGÊNCIAS
Irã cobra que os Estados Unidos liberem os portos do país. O embate resultou no novo fechamento do Estreito de Hormuz, rota responsável pelo trânsito de 20% do petróleo mundial. "Se o bloqueio continuar, o Estreito de Hormuz não vai permanecer aberto", escreveu o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, no X.
Fortalecimento nuclear do Irã é outro ponto de divergência. Após Trump classificar o fim do enriquecimento nuclear como o ponto "mais importante" do acordo de cessar-fogo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o desenvolvimento de um programa nuclear é um "direito" de Teerã.