Rejeição a Trump bate 62% em meio à guerra no Irã e crise com o Papa

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A rejeição ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a 62% em meio à guerra contra o Irã e a uma crise pública com o Vaticano.

A aprovação de Trump caiu para 36%, o menor nível desde a posse, em janeiro de 2025. A pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (21) aponta queda de 11 pontos percentuais desde o início do mandato.

A desaprovação do presidente saltou para 62%. Quando assumiu o governo, a rejeição era de 41%.

A maioria dos norte-americanos questiona o equilíbrio mental do presidente de 79 anos. Apenas 26% dos entrevistados consideram Trump equilibrado, número que reflete preocupações após explosões públicas de raiva.

Os próprios republicanos estão divididos sobre o temperamento do líder. Entre os apoiadores do partido, 53% o veem como equilibrado, enquanto 46% discordam. Entre os democratas, a taxa é de apenas 7%.

IMPACTO DA GUERRA NO IRÃ

A guerra iniciada em fevereiro contra o Irã pressionou os preços da gasolina e o custo de vida. O conflito, conduzido em parceria com Israel, reduziu a aprovação de Trump na economia para 26%.

Poucos eleitores apoiam os ataques militares norte-americanos. Apenas 36% aprovam a ofensiva contra o país do Oriente Médio, e somente 26% consideram que a ação militar valeu a pena.

A sensação de segurança não aumentou com o conflito. Só 25% dos entrevistados acreditam que os ataques deixaram os Estados Unidos mais seguros, incluindo 57% dos republicanos e 6% dos democratas.

A ameaça de saída da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) tem forte rejeição. O levantamento mostra que apenas 16% dos americanos apoiam a ideia de abandonar a aliança militar.

CRISE COM O PAPA

A briga pública com o papa Leão 14 ampliou o desgaste da imagem de Trump. O pontífice criticou a guerra, e o presidente o chamou de "fraco no crime" e ruim em política externa.

O Papa Leão 14 encerrou a discussão ao recusar o debate. O líder da Igreja Católica afirmou que não tinha interesse em debater com o presidente norte-americano após as ofensas.

A popularidade do pontífice supera de longe a do presidente nos Estados Unidos. Cerca de 60% dos entrevistados têm uma visão favorável do Papa, contra apenas 36% que dizem o mesmo de Trump.