Irã diz que impediu entrada de navios de guerra dos EUA no estreito de Hormuz e ataca petroleiro emirati

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Marinha do Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no estreito de Hormuz ao emitir um "aviso rápido e decisivo", segundo a TV estatal iraniana. O Comando Central dos EUA, que por sua vez está bloqueando portos iranianos para pressionar Teerã, afirmou que nenhuma embarcação do país foi atingida.

A agência semioficial iraniana Fars informou que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra americano perto do porto de Jask, na entrada sul do estreito, onde a Marinha iraniana possui uma base, mas a informação foi negada por Washington.

Já os Emirados Árabes Unidos acusaram Teerã de atacar com drones um petroleido da ADNOC que tentava atravessar o estreito. Segundo o governo, a embarcação estava vazia e por isso nenhuma pessoa ficou ferida.

"Os Emirados Árabes Unidos enfatizam a necessidade de o Irã interromper esses ataques, garantir seu pleno compromisso com a cessação imediata de todas as hostilidades e a reabertura completa e incondicional do estreito de Hormuz", acrescentou o ministério das Relações Exteriores.

O Irã havia alertado as forças de Washington para não entrarem na via marítima depois que o presidente Donald Trump disse no domingo (3) que os EUA iriam guiar os navios que estão retidos em Hormuz para fora da via marítima.

Trump deu poucos detalhes do plano, mas disse que países de todo o mundo "pediram aos EUA se conseguiríamos ajudar a libertar seus navios, que estão presos no estreito de Hormuz, por algo que eles não têm absolutamente nada a ver".

"Pelo bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, dissemos a esses países que nós vamos guiar seus navios de forma segura para fora dessas águas", disse Trump em publicação na rede Truth Social.

O Comando Central dos EUA afirmou que apoiará a operação de resgate com 15 mil militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.

Em resposta, o Irã instruiu navios comerciais e petroleiros a evitar qualquer movimento que não fosse coordenado com as forças militares iranianas.

"Temos dito repetidamente que a segurança do estreito de Hormuz está em nossas mãos e que a passagem segura de embarcações precisa ser coordenada com as Forças Armadas", disse Ali Abdollahi, chefe do comando militar conjunto do Irã, em comunicado.

"Advertimos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas caso tentem se aproximar e entrar no estreito de Hormuz."

O Irã bloqueou quase todo o transporte marítimo de entrada e saída do Golfo desde o início da guerra, fazendo os preços do petróleo dispararem.