Alckmin diz que Lula quer assinar acordo de combate ao crime organizado em reunião com Trump
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo brasileiro deve buscar um acordo de combate ao crime organizado transnacional durante o encontro entre Lula (PT) e Donald Trump previsto para quinta-feira (7).
"Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump, e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais, ao crime organizado transnacional", disse em entrevista à Globonews. "Nós podemos fazer muita parceria nessa área, controle de fluxo financeiro, investigação, esse é um tema extremamente relevante."
O combate ao crime organizado na esfera internacional já foi discutido em reunião anterior entre Lula e Trump. Em falas públicas, o brasileiro pediu que o homólogo americano cooperasse para prender brasileiros envolvidos em escândalos financeiros.
Hoje também está em discussão a mudança da classificação de facções criminosas como CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas.
Nos últimos meses, o governo brasileiro tenta evitar essa mudança na designação. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o Planalto avalia que a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro.
A expectativa é de que o presidente embarque na quarta-feira (6) e retorne na sexta-feira (8). A confirmação oficial deve sair em comunicado da Casa Branca.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também deve acompanhar Lula, que esteve nos EUA durante as reuniões da primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e anunciou no início de abril uma parceria estratégica entre os dois países para o combate ao crime organizado transnacional.
Integrantes do governo e diplomatas ainda adotam cautela e evitaram dar como certa a visita porque a informação não foi oficialmente divulgada pelas autoridades americanas. Do lado brasileiro, há o receio de confirmar a informação antecipadamente e o governo americano cancelar o compromisso.