Tiros são disparados e causam tumulto no Senado das Filipinas
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Tiros foram ouvidos no Senado das Filipinas nesta quarta-feira (13), enquanto as pessoas foram orientadas a correr para se proteger, segundo testemunhas ouvidas pela Reuters.
Ainda não há informações sobre quem disparou os tiros. Mais de dez militares chegaram hoje ao prédio do Senado, alguns portando fuzis. Caos aumentava na expectativa de uma tentativa de prender um senador importante procurado pelo Tribunal Penal Internacional.
Autoridades não informaram se há feridos. Segundo a Reuters, não ficou imediatamente claro por que os soldados estavam lá, e os oficiais militares não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.
Senador é procurado pelo TPI (Tribunal Penal Internacional), acusado de crimes contra a humanidade. Ronald dela Rosa, o principal executor da sangrenta "guerra às drogas" do ex-presidente filipino Rodrigo Duterte, disse no Facebook que sua prisão era iminente e pediu que as pessoas se mobilizassem para impedir sua entrega ao TPI.
Dela Rosa se refugiou em seu escritório legislativo desde segunda-feira. O mandado, datado de novembro e tornado público na segunda-feira, busca a prisão do ex-chefe de polícia sob a acusação de crimes contra a humanidade, os mesmos crimes dos quais Duterte, de 81 anos, é acusado enquanto aguarda julgamento em Haia após sua prisão no ano passado.
Dela Rosa, de 64 anos, foi o principal tenente de Duterte. Ele supervisionou uma feroz repressão durante a qual milhares de supostos traficantes de drogas foram mortos, com grupos de direitos humanos acusando a polícia de assassinatos sistemáticos e acobertamentos. "Estou fazendo um apelo a vocês, espero que possam me ajudar. Não permitam que outro filipino seja levado a Haia", disse dela Rosa em um vídeo postado no Facebook de seu gabinete no Senado.
A polícia rejeita as alegações e afirma que os mais de 6.000 mortos em operações antidrogas estavam todos armados e haviam resistido à prisão.