Trump diz que os EUA estão 'chegando muito perto' de acordo com o Irã

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na manhã de hoje que o país está "muito perto" de chegar a um acordo para o fim da guerra com o Irã. A informação é da emissora americana CBS News.

Segundo Trump, o acordo final entre os dois países vai impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear. "Só vou assinar um acordo que vai nos dar tudo o que queremos", afirmou o republicano, conforme a CBS.

Apesar de dizer que a guerra está perto do fim, ele não deu qualquer prazo ou detalhe ao canal, e apenas afirmou que a situação "fica melhor a cada dia". "Eu não posso falar para vocês antes de falar para eles, certo?", disse.

Nova proposta enviada pelos EUA também prevê um acordo para a reabertura do estreito de Hormuz e a liberação de ativos congelados do Irã, segundo fontes do canal. Além disso, o texto estabelece a necessidade de novas rodadas de conversas entre os dois países.

A expectativa é de que Trump converse com líderes do Oriente Médio hoje por telefone para discutir a proposta antes de fechar um acordo. O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, estará entre os ouvidos pelo republicano, afirmou o canal, citando três fontes do governo.

A declaração de Trump foi dada pouco após ele publicar um mapa do Irã coberto com uma bandeira dos EUA. "Estados Unidos do Oriente Médio?", diz um texto escrito na foto. A publicação foi feita na rede Truth Social.

Há menos de duas semanas, o republicano deu uma declaração sinalizando que poderia voltar a atacar o Irã. Ele falou sobre o assunto durante um evento ao lado do secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr, e disse que o cessar-fogo sobrevivia com "ajuda de aparelhos".

Principal intermediador do conflito, o Paquistão conversou sobre o novo plano de paz com o Irã hoje. O chefe do Exército do país, Asim Munir, desembarcou hoje em Teerã para enviar mais uma proposta de paz feita pelos americanos.

Apesar da expectativa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Bagaei, disse que a visita do paquistanês não significava uma "situação decisiva". Em comunicado divulgado pela mídia estatal, ele afirmou que as divergências entre os dois lados eram "profundas e extensas".

Os Estados Unidos e o Irã formalizaram um cessar-fogo de duas semanas em 8 de abril, que foi unilateralmente estendido pelos EUA no fim do prazo. Desde então, Israel, que começou a atacar o Líbano no início da guerra, também firmou uma trégua com o país, que foi estendida por 45 dias em maio.

As delegações dos dois países se encontraram pessoalmente apenas uma vez, em 11 de abril, para discutir um plano definitivo de paz. Na ocasião, após mais de 20 horas de conversa, os negociadores deixaram a cidade de Islamabade sem um acordo.

Desde então, as tratativas entre os dois lados são feitas com a ajuda do Paquistão. Além da situação de Hormuz, os debates sobre enriquecimento de urânio parecem ser o maior impasse entre Estados Unidos e Irã.

O ministro das Relações Exteriores do Irã declarou, na semana passada, que o país "não requer conhecimento de terceiros", para enriquecer urânio. Do outro lado, Donald Trump condicionou mais de uma vez o fim da guerra à desistência do Irã de seu plano nuclear.