Governo Trump pede quase US$ 90 bilhões ao Congresso para repor munições em meio à guerra do Irã
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (24) ao Congresso um aporte extraordinário de US$ 88 bilhões (R$ 460 bilhões) com o objetivo de, principalmente, repor os estoques de munições do Pentágono em meio à guerra no Irã.
A queda brusca na quantidade de munições americanas -principalmentes mísseis disparados pelos contratorpedeiros da classe Arleigh Burke- é uma das principais críticas de especialistas e membros do Partido Democrata à decisão de Trump de atacar o Irã. Segundo esses opositores, a guerra, desnecessária, deixou os EUA vulnerável ao utilizar milhares de mísseis contra o país persa.
Dos US$ 88 bilhões, US$ 67 bilhões são destinados à "necessidades urgentes" do Pentágono. Outro US$ 1,3 bilhão seria destinado ao combate da epidemia de ebola na República Democrática do Congo, país que sofre para conter a crise após os cortes profundos em ajuda humanitária do início do mandato de Trump.
As Forças Armadas americanas têm um financiamento de US$ 1 trilhão previsto para o ano de 2026 --o que equivale a 3,1% do PIB dos EUA. O valor é maior do que é gasto pelos outros sete maiores Exércitos do mundo somados: China, Rússia, Alemanha, Índia, Reino Unido, Ucrânia e Arábia Saudita. Ainda assim, Trump já disse que pretende enviar um orçamento de US$ 1,5 trilhão para o Pentágono no ano que vem.
O pedido feito nesta quarta inclui ainda US$ 11 bilhões em apoio a agricultores americanos. Em uma solicitação separada, a Casa Branca requisitou US$ 1 bilhão para subsidiar as aposentadorias de 25 mil operários de uma fábrica da General Motors que faliu em 2009, além de US$ 1 bilhão para reformas na Estação Pennsylvania, em Nova York.
O governo Trump pode ter dificuldade de convencer o Congresso a aprovar o financiamento extra para o Pentágono. Na terça (23), o Senado aprovou uma resolução que busca limitar os poderes de guerra de Trump, um reflexo do descontentamento dos parlamentares, inclusive do Partido Republicano, em relação à guerra no Irã.