Avião de pequeno porte bate no prédio mais alto de Pequim

Por VICTORIA DAMASCENO

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - Um avião de pequeno porte colidiu nesta sexta-feira (26) com o prédio mais alto de Pequim, capital da China. Partes da aeronave e do edifício caíram nas ruas próximas ao local e provocaram correria entre as pessoas no local.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a aeronave colidindo com o prédio e caindo logo em seguida. As publicações não estão mais disponíveis nas redes chinesas como Rednote, sugerindo que foram tiradas no ar. Buscas com o nome do prédio apenas retornam publicações antigas.

As autoridades locais ainda não se pronunciaram sobre o acidente, e não há balanço oficial de mortos ou feridos. A imprensa estatal chinesa também não havia divulgado informações sobre o acidente até a publicação desta reportagem.

Diversas ruas do local estão cercadas por policiais com faixas, grades metálicas e viaturas, algumas delas com o acesso completamente fechado. Em outros casos, é ainda permitido o trânsito de pedestres, bicicletas e ciclomotores.

Curiosos se aglomeraram próximo ao prédio tentando tirar fotos dos danos no local, mas tiveram que se retirar por exigência dos policiais que rondavam o local. As autoridades também pediram para a reportagem da Folha sair da região, além de impedir que fotos fossem tiradas.

O arranha-céu de 108 andares e 528 metros de altura marca o horizonte de Pequim por se destacar em meio aos prédios da região, o centro financeiro da cidade. Conhecido como "China Zun", o empreendimento tem nome oficial de Citic Tower e é a sede do Grupo Citic, um dos maiores conglomerados financeiros estatais da China.

O prédio começou a ser construído no fim de 2011 e foi anunciado como uma das mais altas construções do planeta. Concluído em 2018, fica em frente a outro marco arquitetônico famoso de Pequim, o edifício da Televisão Central da China (CCTV), que também estava cercado por carros de polícia.

A área é considerada sensível por se tratar do núcleo financeiro da capital chinesa, com sedes de diversas empresas privadas e estatais, além da presença da mídia estatal.

O prédio também fica a cerca de 8 km de um dos principais marcos políticos do país, a Praça da Paz Celestial, onde fica a imagem de Mao Tsé Tung e o Congresso Nacional do Povo. A torre é próxima ainda de outros prédios públicos da liderança central do país.

O episódio também chamou a atenção por ter ocorrido em um espaço com rígido controle aéreo.

Para se ter uma ideia, Pequim determinou a proibição do uso de drones em toda a cidade em março deste ano por preocupações de segurança. Agora, qualquer voo não tripulado precisa ser autorizado pelo controle de tráfego aéreo e até mesmo a venda dos itens enfrenta restrições.

Aeronaves tripuladas que precisam passar pelo local devem seguir as determinações nacionais.