Eleições nos EUA têm vitórias históricas de minorias sub-representadas
As eleições de meio de mandato presidencial nos Estados Unidos, as chamadas midterms, apresentaram vitórias históricas de minorias sub-representadas no país mais rico do mundo. Negros, hispânicos, muçulmanos, indígenas e gay estão entre os candidatos que conquistaram feitos pioneiros em cargos estaduais ou federais.
A Agência Brasil destaca alguns dos nomes que obtiveram nas urnas marcas que representam salto de representatividade na democracia americana.
Gay assumido
O democrata Chris Pappas é o primeiro candidato assumidamente gay a conquistar uma vaga no Senado dos Estados Unidos. Ele foi eleito pela população do estado de New Hampshire.
Pappas, de 46 anos, ocupa atualmente cadeira na Câmara dos Representantes, que equivale à Câmara dos Deputados no Brasil. O mandato dos senadores eleitos nas midterms começará em janeiro de 2027. Desde 2023, Pappas é casado com o advogado Vann Bentley.
Apesar de ser o primeiro candidato assumidamente gay a ser eleito, ele não será o primeiro representante abertamente LGBTQIA+ no Senado. Tammy Baldwin, democrata de Wisconsin, é assumidamente lésbica e foi eleita em 2012. Ela segue no cargo.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Muçulmanos
O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, conquistou nas urnas uma cadeira no Senado dos Estados Unidos, pelo estado do Michigan. Dessa forma, o epidemiologista filho de imigrantes egípcios se torna o primeiro muçulmano eleito para a Câmara Alta do Congresso americano.