Estado reconhece situação de emergência em 26 cidades por causa das chuvas
Defesa Civil atua nas localidades para reduzir riscos e atender à população atingida
No boletim publicado neste sexta-feira (4), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) reconheceu a situação de emergência de 26 municípios, devido às fortes chuvas que atingiram o estado há pouco mais de um mês. O documento incluiu três novas cidades na lista: Carandaí e Piedade do Rio Grande, na região Central, e Monte Santo de Minas, no Sul. Na semana passada, o município de Nova União foi incorporado à relação.
Além delas estão na mesma situação: Alfenas, Alpercata, Alto Rio Doce, Antônio Carlos, Aracitaba, Barbacena, Cana Verde, Capetinga, Guiricema, Lassance, Muriaé, Paula Cândido, Poço Fundo, Presidente Bernardes, Santa Rita de Caldas, São Gonçalo do Sapucaí, São João del-Rei, São Sebastião da Vargem Alegre, Senador Firmino, Três Corações, Urucânia e Visconde do Rio Branco já haviam decretado situação de emergência em Minas Gerais desde o início do período chuvoso, que começou na última semana de setembro e deve perdurar.
Segundo o estado, grande parte desses municípios já conseguiu restabelecer a normalidade dos serviços de abastecimento de água, energia elétrica e limpeza das vias urbanas.
O número de desabrigados chegou a 445 pessoas -que necessitam de abrigo público como habitação temporária, após danos ou ameaça de danos em suas casas- e de desalojados permanece em 1.733 -pessoas deslocadas para as casas de parentes ou amigos, como resultado de efeitos diretos dos desastres-. Não há registro de óbitos.
No período chuvoso de 2021/2022, a Cedec-MG reconheceu a situação de emergência em 450 municípios mineiros.
O Estado distribuiu 478 kits para enfrentamento e prevenção ao período de chuvas, durante o segundo semestre de 2021 e o primeiro semestre deste ano, após chamamento público, contendo uma viatura 4x4, um notebook, uma trena digital e cinco coletes de Defesa Civil.
Os kits foram adquiridos com recursos do Acordo Judicial, que visa reparar os danos decorrentes do rompimento da barragem da Vale S.A. em Brumadinho. A tragédia tirou a vida de 272 pessoas e gerou uma série de impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba e em todo o Estado de Minas Gerais.