Lula lidera 1º turno, e Flávio consolida segundo lugar, à frente de Tarcísio, aponta Genial/Quaes

Por ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que o presidente Lula (PT) se mantém na dianteira da corrida presidencial de 2026 e indica uma consolidação do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo lugar.

A constatação de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficaria à frente do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que contribuiu para queda da Bolsa em dezembro, repetiu-se nos cenários em que os nomes dos dois foram testados para o primeiro turno.

Em um deles, no qual outros nomes de direita também concorrem, Lula fica com 36% das intenções de voto, e Flávio marca 23% contra 9% do governador de São Paulo.

Em uma configuração com apenas Tarcísio como representante do grupo de governadores de direita, este marca 14%, ficando atrás do senador, com novamente 23%, e do atual presidente, que vai a 40%.

A pesquisa foi realizada dos dias 8 a 11 de janeiro. Foram 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança, 95%.

SEGUNDO TURNO

De acordo com o levantamento, o petista vence em todos os cenários de segundo turno, com uma diferença de sete pontos contra Flávio e de cinco contra Tarcísio.

A distância entre Lula e o governador, no entanto, caiu de 10 para 5 pontos no último mês na simulação da segunda etapa da corrida. O petista tinha 45% das intenções de voto contra 35% de Tarcísio em dezembro; no levantamento atual, venceria por 44% a 39%.

Contra Flávio, a diferença variou dentro da margem de erro. Em dezembro, o presidente tinha 46% das intenções de voto contra 36% do senador em um possível segundo turno. Agora, lidera o embate por 45% a 38%.

Em uma segunda etapa contra Ratinho, a diferença também seria de sete pontos, com 43% de Lula e 36% do governador. Já em confronto com Caiado, a distância seria 11 pontos, com 44% a 33%. Se o oponente fosse o governador mineiro, seriam 15 ?46% a 31%.

A Quaest testou sete cenários para o primeiro turno da eleição presidencial, incluindo variações com os governadores do Paraná, Ratinho Jr. (PSD); de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

Além deles, também foram aventados como candidatos os nomes do ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e do estreante Renan Santos (Missão), pré-candidato do novo partido ligado ao MBL (Movimento Brasil Livre).

Em relação ao segundo turno, a maior diferença de Lula em relação aos oponentes, de 20 pontos, é no cenário em que ele concorreria contra Renan Santos: 46% a 26%. No caso de Aldo Rebelo, seriam 18 pontos, 45% a 27%.

No cenário considerado mais provável por Felipe Nunes, CEO da Quaest, Lula lidera com 35%, Flávio marca 26%, e Ratinho registra 9%.

O filho de Bolsonaro cresceu em 2 dos 4 cenários também testados em dezembro: 5 pontos em hipótese com Ratinho como representante dos governadores de direita e 6 pontos contra Zema. Contra Caiado, a vantagem aumentou 4 pontos, no limite da margem de erro.

Em todos os cenários de primeiro turno, o atual presidente larga na frente. Em relação a dezembro, o petista manteve o patamar de intenção de votos, com oscilações dentro da margem de erro.

As maiores rejeições são as Flávio e Lula. A pesquisa aponta que 55% dos brasileiros conhecem e não votariam no filho do ex-presidente. Esse valor oscilou 5 pontos percentuais em relação aos 60% de dezembro. Já no caso de Lula, foram os mesmos 54%.

Tarcísio tem 43% (ante 47% em dezembro), e Ratinho, 41% (depois de 39%). Um percentual de 36% dizem que não votariam em Caiado (contra 40% do mês passado), o mesmo percentual relativo Zema (antes 35%). Já Aldo Rebelo marca 27% (28% em dezembro), e Renan Santos mantém os mesmos 21%.

De acordo com o levantamento, 44% acham que Bolsonaro errou ao indicar Flavio. Em dezembro, eram 54%. Outros 43% pensam o contrário, contra 36% no mês passado.

A maioria acredita que um candidato da família Bolsonaro tem menos chances contra Lula do que outro oposicionista. 43% acham que um candidato da oposição fora da família poderia vencer o petista, mas só 34% acham que alguém com o sobrenome Bolsonaro seria eleito.