'Papel de um bom juiz não é ser estrela', diz Mendonça

Por ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta sexta-feira (20) que "o papel de um bom juiz não é ser estrela".

Relator das investigações sobre fraudes do Banco Master, Mendonça pregou discrição e austeridade na condução dos processos que conduz. Ele não fez menções ao caso.

"Meu grande desafio em qualquer processo é entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso pelos motivos certos. Simplesmente pelo dever de fazer o certo. Por isso não tenho a pretensão de ser uma esperança, ou alguém diferente em algum sentido, com algum dom especial. Não", disse ele, em palestra na OAB-RJ.

"Tenho só expectativa de tentar fazer o certo, pelos motivos certos. Acho que esse é o papel de um bom juiz. O papel de um bom juiz não é ser estrela."

Mendonça tem atuado como contraponto nos últimos meses ao protagonismo de Alexandre de Moraes no STF, com quem já trocou farpas públicas.

No Congresso, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e o avanço do inquérito do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social) sobre um dos filhos do presidente Lula (PT) reforçaram, entre políticos do centrão, a percepção de que Mendonça -relator nos dois casos- terá papel decisivo na eleição de outubro.