Lula amplia vantagem no 2º turno contra Flávio Bolsonaro e venceria por 47% a 43%, aponta pesquisa BTG/Nexus

Por JOÃO PEDRO ABDO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Lula (PT) ampliou a vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual segundo turno e marca 47% ante 43% das intenções de voto do opositor, aponta nova pesquisa da Nexus, encomendada pelo banco BTG Pactual.

O efeito eleitoral dos áudios em que o pré-candidato bolsonarista pede dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para finalizar as gravações de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi capturado nas pesquisas Datafolha e Atlas/Bloomberg divulgadas neste mês.

O levantamento BTG/Nexus ouviu 2.045 eleitores entre os dias 22 e 24 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o índice de confiança, 95%. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-04193/2026.

A pesquisa mostra Lula quatro pontos à frente na simulação de segundo turno contra Flávio ?por estar no limite da margem de erro, o empate técnico nesse caso considerado improvável.

Nesse cenário, o petista e o senador estavam empatados em março, ambos com 46%. Em abril, Lula abriu vantagem numérica, com 46% contra 45% do senador, e ampliou a distância em maio, chegando a 47%, enquanto Flávio recuou para 43%. Brancos, nulos e nenhum candidato oscilaram de 7% para 9% no período.

Na simulação com Zema, o presidente ampliou a vantagem ao longo da série histórica. Lula tinha 46% em março, caiu para 45% em abril e avançou para 49% em maio. Zema foi de 40% para 41% e depois recuou para 38%. Brancos, nulos e nenhum candidato variaram entre 11% e 12%, enquanto 2% não souberam responder nas três pesquisas.

Contra Caiado, o atual presidente oscilou de 46% para 45% até abril e voltou a 46% em maio. O ex-governador goiano tinha 41% nos dois primeiro meses e, agora, está em 40%. Brancos e nulos somaram 12% neste mês, mesmo desempenho de março. Em abril, haviam virado a 11%. Apenas 1% dos entrevistados não respondeu. O número era de 2% em abril e, novamente, 1% em março.

PRIMEIRO TURNO

Considerando-se o primeiro turno, Lula manteve estabilidade, com 41% das intenções de voto nas três rodadas da pesquisa, de março a maio. Já Flávio oscilou negativamente ao longo da série histórica: tinha 38% em março, caiu para 36% em abril e chegou a 35% em maio, ampliando a vantagem de Lula de 3 para 6 pontos percentuais no período.

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) variou de 4% para 5% entre abril e maio, enquanto Romeu Zema (Novo) oscilou de 4% para 5% e depois recuou para 4%. Renan Santos (Missão) saiu de 2% em março para 4% em abril, mantendo o patamar em maio.

Os eleitores que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato caíram de 8% para 6%, e aqueles não souberam ou não quiseram responder somaram 2% em toda a série histórica.

Joaquim Barbosa (DC) seria a opção em primeiro turno para 3% dos eleitores em maio. O ex-ministro do STF substitui Aldo Rebelo no levantamento, então único pré-candidato do partido à presidência.

No gráfico que mostra a evolução nas intenções de voto, ambos foram contabilizados na categoria "Outros". Em março, esse grupo não pontuou, chegou a 1% em abril e, agora, está em 3%.

Em outro cenário testado, que inclui mais candidatos, o atual presidente e o senador tiveram oscilações dentro da margem de erro. Lula foi de 41% para 40% das intenções de voto, e Flávio passou de 36% para 35%, preservando a distância de cinco pontos para o petista. Caiado foi o único a crescer, subindo de 3% para 5%.

Romeu Zema e Renan Santos permaneceram estáveis, com 4% e 3%, respectivamente. Augusto Cury (Avante) foi de 2% para 1%, enquanto Cabo Daciolo (Mobiliza) manteve 1%. Brancos, nulos e nenhum candidato foram de 6% para 7%.

Joaquim Barbosa apareceu pela primeira vez no levantamento de maio e marcou 2%. Em abril, Aldo Rebelo havia registrado os mesmos 2%. Também houve a substituição dos nomes nesse segundo cenário, com Joaquim Barbosa entrando no lugar de Aldo.

DECISÃO DO VOTO

O levantamento também mediu a certeza da decisão do voto. A maioria (70%) afirma que já está certa do voto e não pretende mudar. Outros 28% dizem que podem mudar de candidato até outubro, e 1% não soube responder. A Nexus cruzou os dados sobre a certeza da escolha e as intenções de voto no cenário de primeiro turno mais completo, que inclui Daciolo e Cury.

Os eleitores de Lula são os mais convictos entre os candidatos testados. Segundo o levantamento, 81% dos que declaram voto no atual presidente afirmam já que estão decididos, enquanto 19% dizem que ainda podem alterar a escolha. Entre os apoiadores de Flávio, 71% consideram o voto consolidado, 27% admitem mudança, e 3% não souberam responder.

Entre os demais candidatos, Renan Santos aparece com 54% de eleitores decididos e 46% abertos a mudar o voto. Augusto Cury registra 49% de eleitores com decisão consolidada e 51% com possibilidade de mudança. Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm 39% de votos firmes, enquanto Joaquim Barbosa soma 37%, e Cabo Daciolo, 35%.