Operação mira Comando Vermelho e leva à prisão de 25 investigados por tráfico e homicídios na Zona da Mata

Prisões foram cumpridas em Tocantins, Ubá, Rio Pomba e Além Paraíba, além da cidade do Rio de Janeiro.

Por Redação

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Uma operação conjunta dos Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Militar, resultou na prisão preventiva de 25 pessoas investigadas por integrar a facção criminosa Comando Vermelho, com atuação direta na Zona da Mata mineira. As investigações apontam envolvimento do grupo com tráfico de drogas e armas, homicídios e outros crimes graves, especialmente nas cidades de Tocantins, Ubá e Rio Pomba.

As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Meetinghouse e foram determinadas pela Justiça a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o objetivo de interromper a continuidade das ações criminosas e garantir a efetividade da persecução penal. Os mandados foram cumpridos nessa quinta-feira (15) nos municípios de Tocantins, Ubá, Além Paraíba e Rio Pomba, em Minas Gerais, além da cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações, a organização criminosa mantinha uma estrutura articulada, com divisão de funções e liderança definida. Como desdobramento das medidas judiciais, duas pessoas apontadas como lideranças do grupo em Minas Gerais foram localizadas e presas no estado do Rio de Janeiro. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens, visando enfraquecer a base financeira utilizada para sustentar as atividades ilícitas.

A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, em conjunto com a Promotoria de Justiça Criminal de Ubá, o Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Militar de Minas Gerais.

Primeira fase da operação

Na primeira fase da Operação Meetinghouse, deflagrada em novembro do ano passado, foram apreendidas grandes quantidades de drogas, armas e materiais usados pelo grupo criminoso. Ao todo, foram recolhidas 444 porções de cocaína, 41 pedras de crack, 31 porções e uma barra de maconha, dois revólveres calibre 32, um simulacro de arma de fogo, 62 munições de diversos calibres e três bombas artesanais.

Também foram apreendidos cerca de R$ 10 mil em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos como celulares, câmeras, gravadores de vídeo, rádios comunicadores, balanças de precisão e materiais para embalagem de drogas. Dois imóveis foram interditados pela Justiça e um veículo foi apreendido.

O Ministério Público informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos, dentro dos limites legais e em atenção ao interesse público.