Dois cães comunitários morrem com suspeita de envenenamento em Ewbank da Câmara; caso é acompanhado por assessoria jurídica
Protetora relata que animais eram cuidados por comerciantes e moradores; circunstâncias da morte serão apuradas pelas autoridades.
Dois cães comunitários foram encontrados mortos na manhã desse domingo (15), em Ewbank da Câmara. A principal suspeita é de envenenamento, mas a causa das mortes ainda depende de confirmação oficial por parte das autoridades competentes.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após informações de que dois cães comunitários haviam sido encontrados mortos em via pública, nas proximidades de estabelecimentos comerciais e de uma igreja na região mencionada.
Segundo o registro policial, testemunhas relataram que os animais foram vistos ainda vivos por volta das 6h, apresentando sinais de mal-estar. Cerca de uma hora depois, já estavam sem vida. O boletim aponta a suspeita de possível envenenamento, considerando os sintomas descritos e o histórico recente de ocorrências semelhantes na área.
A perícia técnica foi acionada e o caso foi encaminhado para investigação.“O moço da padaria falou que às 6h e pouco, quando a padaria abriu, eles estavam transitando na rua. Depois perceberam um tremendo, outro tremendo. Tentaram dar remédio, mas já não dava tempo”, conta Maria Aparecida Pio, protetora de animais, que foi acionada por volta das 7h15 e, ao chegar ao local, os dois já estavam mortos.
Um dos cães, segundo ela, estava prestes a ser adotado. “Um ia ser adotado, o rapaz já ia levá-lo. A outra, branquinha, era muito ligada à comunidade, até na igreja. Todo mundo gostava dela, era tranquila, dócil, mas comunitária”, relatou.
Ainda, conforme relato de Maria, os cães eram conhecidos na região e recebiam cuidados frequentes de comerciantes e moradores. “Tem vários cães comunitários de rua que todos tratam. Nas lanchonetes eles ficam ali, na lotérica também, ficam deitados, quietinhos. São todos bem cuidados”, afirmou.
A protetora informou que acionou apoio político e jurídico para acompanhar o caso. Ela disse ter procurado o deputado estadual Noraldino Júnior, conhecido por atuar na causa animal, mas destacou que não integra sua equipe nem mantém vínculo formal. “Eu sou protetora, não lido com a parte do Noraldino. Eu tive que acionar ele. Ele não estava na cidade, mas deu apoio”, explicou. Segundo Maria Aparecida, os assessores devem retornar ao município nos próximos dias, acompanhados de uma advogada, para avaliar as medidas cabíveis.
Há suspeita sobre um veículo que teria parado nas proximidades da igreja, mas, até o momento, não há confirmação. “A gente não pode confirmar nada. Tem que puxar as câmeras para ver isso o mais rápido possível”, disse.
A protetora também mencionou outros episódios recentes envolvendo mortes de cães na região, inclusive um caso em que o animal teria sido encontrado dentro de uma garagem. No entanto, não há confirmação oficial de relação entre os casos.
O documento anexado ao caso registra o acionamento das autoridades e o acompanhamento da ocorrência, mas não aponta, até o momento, conclusão sobre a causa das mortes.
A investigação deve apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar eventual prática de crime ambiental, caso seja confirmado o envenenamento.